Estudo indica que modificação genética pode eliminar proteínas alergênicas nos ovos de galinha, abrindo possibilidades para pessoas com alergia alimentar e restrições de vacinação
Pesquisa revela avanço na produção de ovos seguros para pessoas alérgicas

Uma pesquisa recente publicada na revista Food and Chemical Toxicology traz esperança para pessoas alérgicas a ovos, indicando que ovos seguros para consumo por esse grupo podem se tornar uma realidade em um futuro próximo. Além de trazer benefícios para a alimentação, essa descoberta também pode impactar positivamente a vida de indivíduos que não podem receber determinadas vacinas devido ao uso de ovos no processo de produção desses imunizantes.
Estudos anteriores já haviam demonstrado a capacidade da engenharia genética em eliminar o principal alérgeno presente nas claras dos ovos de galinha. No entanto, preocupações sobre possíveis efeitos colaterais indesejados ainda persistiam. Agora, uma nova pesquisa conseguiu superar essas preocupações.
No estudo mais recente, os pesquisadores utilizaram técnicas de edição genética, especificamente uma enzima chamada TALEN, para modificar o código genético de embriões de galinha. Essa abordagem permitiu a criação de galinhas com cópias de genes modificados, eliminando a presença de proteínas alergênicas nos ovos.
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Ao evitar a formação de quaisquer subprodutos prejudiciais não intencionais, os cientistas garantiram a segurança dos ovos modificados. Ryo Ezaki, biólogo da Universidade de Hiroshima e pesquisador principal do estudo, destacou que os ovos produzidos pelas galinhas modificadas não apresentaram anormalidades evidentes, o que demonstra a importância das avaliações de segurança.
Embora esses avanços sejam promissores, é necessário realizar testes rigorosos de segurança e ensaios clínicos abrangentes para garantir que os ovos modificados estejam completamente isentos de proteínas problemáticas e sejam seguros para consumo humano.
Essa descoberta representa um marco significativo no campo da alergia alimentar e das restrições de vacinação, abrindo possibilidades para melhorar a qualidade de vida de pessoas alérgicas e oferecer alternativas seguras para aqueles que não podem receber determinadas vacinas. A pesquisa continua avançando para que os ovos modificados possam, um dia, ser uma opção viável e confiável para esses grupos específicos.























