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Avicultura pede zoneamento à Seab

Produtores do Paraná sugerem novas medidas para garantir a sanidade dos plantéis.

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Redação AI 16/04/2003 – O Paraná, que é líder nacional na produção de frangos, mais uma vez sai na frente de outros estados ao apresentar propostas para uma nova normatização do setor avícola, ampliando as barreiras fitossanitárias existentes e visando a criação de um zoneamento para os diversos tipos de aves, com o objetivo de dar garantias de sanidade aos plantéis.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, o principal objetivo das medidas levadas ontem ao secretário estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), Orlando Pessuti, é manter a profissionalização alcançada pela atividade no Paraná e evitar qualquer tipo de risco sanitário.

“A avicultura paranaense vem marcando passos importantes no cenário nacional e responde hoje por 20% da produção nacional de frangos. Por isso queremos que o Paraná continue sendo referência de sanidade e produção e possa continuar exportando sem problemas”, afirma Domingos Martins.

A proposta do Sindiavipar levada ontem ao secretário da Agricultura se baseia na realidade da produção de aves da União Européia, que é um dos principais mercados importadores da produção brasileira de aves de cortes. Martins cita como exemplo o modelo adotado na Bélgica, onde os estrumes de aves são compostados antes do uso e só podem ser utilizados com chuva, pois nos dias de sol, o vento pode espalhar as toxinas, contaminando animais de propriedades vizinhas.

A justificativa do presidente do Sindiavipar para a criação de uma proposta de zoneamento é para ordenar a produção avícola no estado, diante das diferentes características dos animais, como aves matrizes, de corte industrial e caipira. Segundo Domingos Martins, a avicultura industrial, de postura e a caipira têm suas particularidades. Enquanto um frango de corte é abatido em 45 dias, o caipira tem uma vida média de 120 dias. Desta forma, explica, toda ave que tem uma vida maior acaba se tornando uma hospedeira e pode se tornar um risco em termos de contaminação de doenças.

O Sindiavipar está sugerindo a adoção de alguns procedimentos de segurança, como um distanciamento mínimo entre um tipo de atividade e outro e a solicitação de alvarás de funcionamento das granjas caipiras junto a Emater, que poderia orientar desde o projeto à instalação da atividade.

Outra proposta levada ontem pelo Sindiavipar ao secretário Orlando Pessuti foi o aumento da produção de milho. Para isso, a entidade pede linha de crédito, preço mínimo e o retorno do programa Panela Cheia.

Frango cozido

A avicultura do Paraná já tem um projeto para a venda de frango cozido. As cooperativas Cotrefal e Coopervale já estão trabalhando em cima deste projeto.

Dentro de quatro anos, informou ontem o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, a venda de frangos deve sofrer grandes modificações, já que por exigência do público consumidor, não será mais vendido frango inteiro. “O consumidor está cada vez mais exigente, o que obriga as empresas a inovarem”, destaca.

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