Fonte CEPEA
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Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
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Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
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Menor produção de frango deve melhorar preços

Com menos exportações e mercado interno desaquecido, reduzir alojamento é a solução.

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Redação AI 23/04/2003 – Depois de tempos negros, o setor de aves deve esperar por tempos melhores. A demanda externa segue aquecida. No início de 2001, a doença da vaca louca abriu os mercados externos ao frango nacional. O Brasil tinha condições de aumentar a oferta e atender rapidamente ao aumento da demanda externa. Mas novos ofertantes surgiram. A União Européia começou a incentivar a produção local de frangos. Assim, as alegrias para o setor avícola brasileiro têm tido curta duração e o mercado externo já não se mostra tão receptivo.

Criação de barreiras não-tarifárias, como a do nitrofurano na Europa, e imposição de cotas, como na Rússia, assusta o produtor. Assim, o mercado interno funciona como válvula de escape. Mas a demanda interna não cresce nesse ritmo. Resultado: preços baixos. Juntando a isso custos elevados, as margens estão apertadas. Apostar no crescimento e/ou manutenção da demanda externa sempre implicou riscos. Por isso os frigoríficos estão com margens apertadas.

Estratégia – Encantar o consumidor nacional continua sendo uma estratégia para garantir resultados. Renda menor e alta nos preços, porém, tornam o mercado interno menos propenso a novos produtos.

Um erro agora tem custos mais elevados, o que torna os frigoríficos cautelosos. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), as exportações de carne de frango somaram 164.010 toneladas no último mês, volume 42% maior que o registrado em igual período de 2002.

A receita cambial foi de US$ 127 milhões, aumento de 12% em relação a março de 2002. As atenções voltam-se ao Oriente Médio, onde as exportações de frango cresceram 43% no primeiro trimestre deste ano em relação a 2002.

Foram 160.948 toneladas. Os aumentos na demanda externa podem não ser tão animadores assim numa perspectiva futura. As altas refletem a antecipação de compras, por conta dos receios em torno da guerra. As vendas de carne de frango para o Mercosul estão quase paradas, apesar de a Organização Mundial do Comércio ter determinado a revogação das tarifas antidumping argentinas.

Os embarques para o Mercosul somaram apenas 86 toneladas no primeiro trimestre.

O setor sinaliza um possível ajuste no lado da oferta. Segundo a Associação Brasileira de Pintos de Corte, o alojamento de pintos ficou em 305 milhões de cabeças em março, valor inferior ao verificado em igual período de 2002, 317,4 milhões. É a primeira vez em 30 meses que a comparação do dado mensal com o mesmo período do ano anterior tem queda. As aves alojadas em março são os frangos abatidos em abril e maio. A queda é bem vista, pois o mercado está ofertado e a demanda externa sinaliza queda, por conta das cotas russas, e a demanda interna, por conta dos feriados.

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