Evento contou com palestras sobre cooperativismo, comportamento, vendas e tendências para mercados agropecuários
Sistema OCESC reúne mais de 20 cooperativas em Chapecó para discutir inovação no agro

O Sistema OCESC promoveu, nos dias 17 e 18 de junho, em Chapecó, o AgroInova Coop, encontro voltado à atualização de técnicos, dirigentes e profissionais de cooperativas agropecuárias de Santa Catarina. Realizado no Hotel Mogano Premium, o evento reuniu representantes de mais de 20 cooperativas para dois dias de debates sobre inovação, competitividade, tendências do setor e novos caminhos para o cooperativismo no agro.
A programação combinou conteúdo técnico, visão de mercado e desenvolvimento profissional. No primeiro dia, os participantes acompanharam a abertura oficial e a palestra “Cooperativismo”, com Thais Jerônimo. Na sequência, Fabiane Astolpho conduziu a palestra “O Diferencial Competitivo Nasce dos Comportamentos”, com foco nas atitudes que influenciam resultados, gestão e relações dentro das cooperativas.
O segundo dia abriu com a palestra “A Máquina de Vendas no Agro”, ministrada por Ale Weimer, direcionada à construção de estratégias comerciais em um setor cada vez mais pressionado por eficiência, margens apertadas e necessidade de aproximação com o produtor. Depois, Lygia Pimentel apresentou “Tendências e Perspectivas para Mercados Agropecuários”, com análise sobre os movimentos que devem orientar decisões das cooperativas nos próximos anos.
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Maior eficiência
Para o superintendente do Sistema OCESC, Ricardo Miotto Ternus, o encontro nasceu de uma demanda do presidente Vanir Zanatta para criar um espaço específico de formação aos profissionais técnicos das cooperativas agropecuárias. A proposta, segundo ele, foi aproximar conhecimento, prática e troca entre diferentes realidades do cooperativismo catarinense.
“Cada cooperativa tem sua expertise, sua prática, e esse momento de troca é muito rico. A função principal é que esse conhecimento possa ser levado para as propriedades e aplicado na melhoria dos processos produtivos, para reduzir custos e ampliar a rentabilidade do produtor cooperado”, afirmou Miotto.
Na avaliação do superintendente, a inovação deixou de ocupar um lugar periférico na agenda do setor. Ela passou a condicionar a capacidade das cooperativas de manterem eficiência, competitividade e geração de resultado aos associados.
“Não tem como olhar para qualquer modelo de negócio e acreditar que ele vai continuar rentável sem inovação. As tecnologias mudam muito rápido. O desafio é deixar nossos profissionais atualizados, na mesma página das inovações.”
Miotto também destacou a posição de Santa Catarina no cooperativismo agropecuário nacional. Para ele, o Estado já é referência, mas precisa sustentar essa condição com capacitação permanente e evolução técnica.
“As nossas cooperativas são modelo para as demais cooperativas do Brasil dentro do segmento agropecuário. O desafio é manter as grandes cooperativas nessas primeiras posições e trazer aquelas que ainda estão em fases iniciais para esse patamar de excelência”, declarou.
Profissionalização
O superintendente do SESCOOP/SC, que faz parte do sistema OCESC, Neivo Luiz Panho, afirmou que a capacitação integra a origem e a razão de atuação da entidade. Segundo ele, o SESCOOP surgiu para estruturar investimentos na profissionalização de dirigentes, empregados e equipes que sustentam os negócios cooperativos.
“O SESCOOP foi criado para suprir uma lacuna que nos faltava, que era a profissionalização. Começamos a ter recursos para investir no desenvolvimento de dirigentes e empregados, para formar pessoas capazes de fazer negócios com sustentabilidade.”
Panho destacou que o ramo agro representa mais de 50% das receitas, empregos e movimentação econômica do cooperativismo catarinense. Por esse peso, a formação de profissionais ligados ao setor deve permanecer na agenda anual do Sistema OCESC.
“A inovação não se trata de uma escolha. É uma necessidade. Quem está no agro precisa inovar todos os dias, porque é um setor altamente competitivo. É preciso capacitar pessoas para competir.”
Inovação
Entre os participantes, Gian Carlos Zacchi, coordenador corporativo de certificação de propriedades da Aurora Coop, avaliou que a inovação já faz parte da operação das cadeias produtivas e precisa ser analisada a partir de sua viabilidade nas propriedades.
“A inovação no agro é uma tendência que já bate à porta. A agropecuária vem se transformando nos últimos anos de maneira sustentável e consolidada, com tecnologias em várias áreas de produção. Por isso, este é um tema que exige capacitação constante.”
Na Aurora Coop, formada por 14 cooperativas filiadas, as tecnologias adotadas são compartilhadas com todo o sistema. Segundo Zacchi, o trabalho busca garantir acesso uniforme à informação e às soluções aplicadas nas cadeias de produção.
“Nosso trabalho é aproximar, gerar um ambiente sólido e de confiança com todos os cooperados. O maior desafio é pegar uma tecnologia nova, aplicar à nossa realidade e trazer junto o retorno financeiro, a viabilidade para o negócio”, avaliou.
Santa Catarina conta com 236 cooperativas, 5 milhões de cooperados e mais de 109 mil empregos gerados. O setor agropecuário reúne 45 cooperativas, tem 85 mil cooperados, mantém 68 mil empregos diretos e alcança faturamento anual de R$ 63 bilhões.
Fonte: Sistema OCESC























