Apesar do baixo faturamento do setor de máquinas e equipamentos, Abimaq prevê dias melhores com novas linhas de financiamento.
Boas perspectivas

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos voltou a cair em julho após ter registrado alta de 10,6% no mês anterior. No total, o faturamento do setor chegou a R$ 5 bilhões no mês passado, o que significa um recuo de 9,8% na comparação com junho.
Para o presidente da Associação Brasileira da Industria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert, o resultado tem duas interpretações. A primeira é de que a crise pode não ter sido tão rápida quanto se imaginava. E a segunda, e mais provável, é de que os fabricantes tenham deixado para faturar os pedidos em agosto para aproveitar as novas condições de financiamento oferecidas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“A partir de outubro teremos uma sinalização mais clara”, declarou o dirigente logo depois de informar que os números de pedidos, prazos de entrega e utilização da capacidade subiram de junho para julho. Conforme os dados divulgados ontem pela Abimaq, a utilização da capacidade instalada subiu de 80,9% em junho para 81,7% em julho. Já a carteira de pedidos registrou avanço de 19,1 semanas para 19,7 em igual período.
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Por outro lado, na comparação com o mesmo mês do ano passado, os números do setor continuam negativos. O faturamento em julho mostrou uma queda de 27,7% sobre julho de 2008 e o acumulado do ano, de 24,3%. A previsão mais otimista da Abimaq para o resultado do ano é de um recuo entre 12% e 14% em relação ao resultado do ano passado. No cenário pessimista, o recuo de 24,3% permanecerá até o fim do ano.
“Não tenho dúvida de que o desempenho vai melhorar, mas o quanto ainda não dá para medir”, acrescentou Aubert. Para ele, o PAC, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e a Copa do Mundo de 2014 já começam a movimentar os pedidos aos fabricantes de bens de capital neste ano.
O presidente da Abimaq ressaltou também que o desempenho do mercado interno de máquinas rodoviárias retrata essa movimentação em torno de novos equipamentos. No início do mês, Caterpillar e Volvo informaram ao Valor que esperam um resultado superior ao de 2007 no que diz respeito às vendas no mercado interno.
Além disso, lembra o dirigente, as primeiras operações de financiamento no âmbito do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) deverão acontecer no início de setembro, o que deve alavancar as vendas de máquinas. “Estamos percebendo uma procura grande, mas o quanto será efetivado depende dos bancos privados”, afirmou Aubert, ao comentar que o sucesso das novas condições oferecidas pelo BNDES depende da vontade dos bancos em repassá-las.
Segundo a assessoria do BNDES, somando máquinas e ferramentas; máquinas para movimentação de cargas; caldeiraria e vasos de pressão; foram aprovados R$ 578 milhões desde que as novas condições de financiamento foram anunciadas, no início de julho. O BNDES, com o auxílio do Tesouro Nacional, fixou a taxa de juros de longo prazo (TJLP) em 4,5% ao ano para as linhas Finame, Finame Leasing, Agrícola e Finame-exim.





















