Com o movimento de fusões no setor de carnes, Abef e Abipecs, extraoficialmente, falam sobre a criação de uma entidade única.
Abef, Abipecs e Abiec juntas?

Frente ao movimento de aquisições e fusões na indústria de proteínas animais, Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) levantou uma hipótese no mínimo curiosa: a criação de uma entidade nova e ampliada de carnes.
Essa nova associação nasceria da união da Abiec, Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef) e Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). O argumento usado por Giannetti é de que é cada vez mais sutil a linha que divide os negócios entre bovinos, aves e suíno e que, unidos sob um mesmo escopo, os setores poderiam somar forças na competição mundial.
A proposta, no entanto, parece não encontrar eco nos setores avícola e suínicola. Ao menos extraoficialmente. Para o gerente de Relações de Mercado da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Adriano Nogueira Zerbini, a união entre as entidades que representam as principais proteínas no Brasil pode até ser boa no âmbito das ideias, mas é pouco prática do ponto de vista operacional.
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“São três contas diferentes, manutenções diferentes, cobranças diferentes, enfim, é um assunto que precisa ser muito discutido”, avalia. “As três entidades já trabalham juntas no Fórum de Proteína Animal, acho que é suficiente para debaterem as questões que envolvem o setor de carnes”, afirma Zerbini, que faz questão de frisar que se trata de uma opinião pessoal. “A Abef ainda não debateu esta questão”, diz.
A posição da adotada pela Abipecs é semelhante. Para Pedro de Camargo Neto, presidente da entidade, o tema é importante, mas ainda não foi debatido junto aos membros da Abipecs. “A ideia de unir as três entidades circula já faz alguns anos. O assunto, porém, não foi debatido com os associados. Não cabe a mim, portanto, emitir uma opinião oficial”, disse. “Existem pontos favoráveis, assim como contrários e somente após intenso debate junto às empresas associadas das diversas entidades este tema poderá evoluir”, conclui.





















