Empresa movimenta cerca de 3 milhões de toneladas de granéis sólidos, entre produtos dos complexos soja e milho.
Cargill encara nova licitação para conservar área no porto de Santos
Redação (14/01/2009)- Uma área de 40 mil metros quadrados ocupada pela Cargill no porto de Santos, cujo contrato de arrendamento expirou em 31 de dezembro, será mantida em operação até o resultado da uma nova licitação. No sítio desde 1985, com contrato de 20 anos, já prorrogado por mais três, a Cargill movimenta cerca de 3 milhões de toneladas de granéis sólidos, entre produtos dos complexos soja e milho. Em uma área contígua de 70 mil metros quadrados, opera o Terminal de Exportação de Açúcar de Guarujá (Teag), no qual a Cargill tem participação, em conjunto com a Operadora Paulista – cujo acionista majoritário é a Crystalsev.
Com essa proximidade, diversas operações são conjuntas, a exemplo de via férrea e balança, conferindo sinergia à empresa. Os dois terminais, em conjunto, operam por ano entre 6,5 milhões e 7 milhões de toneladas. O Teag embarca açúcar em sacos e a granel.
Ante amplo movimento que se formou na comunidade portuária a fim de proteger o mercado de trabalho de cerca de 400 funcionários da Cargill, inclusive com o envolvimento dos prefeitos de Santos e Guarujá, onde está o terminal, o presidente da Codesp, José Roberto Serra, deu duas garantias: com a expedição de novo alfandegamento da área da Cargill, o que deverá ocorrer até o final do mês, será nomeado outro operador das instalações existentes, que não sofrerão paralisação; e, seja qual for o indicado, haverá o compromisso de utilização do pessoal existente.
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A tendência dominante é a de que a Cargill, que investiu cerca de US$ 40 milhões no terminal, permaneça como operadora. Nos contratos de arrendamento há a cláusula de que as benfeitorias feitas pelo arrendatário passem para o domínio da União ao final do compromisso. "Sem dúvida, temos o interesse de continuar", afirmou uma fonte da Cargill ao Valor.
A Codesp também põe na balança para tomar para a escolha do operador o fato de a multinacional já conhecer todo o modus operandi do terminal. Além disso, alguns equipamentos de propriedade da Cargill poderiam ser removidos, o que poderá dificultar a continuidade imediata das operações. Esta hipótese não é aceita pela Codesp, pelos efeitos negativos que podem advir, até com o desvio da cargas para outros portos.
A estatal do porto quer iniciar uma nova modalidade de arrendamento de suas áreas, segundo informou a empresa, a fim de criar terminais de maior porte. No caso da Cargill, cuja área é vizinha ao Teag, será buscado um prazo contratual com términos coincidentes. Com isso, a nova área a ser ofertada passaria para 110 mil metros quadrados, mais de acordo com a viabilidade operacional do setor. O contrato inicial com o Teag teve início em 1995, com duração de 20 anos.





















