Aumenta consumo de suínos e frangos na Argentina. País tem metas ambiciosas para incrementar, em especial, a atividade avícola.
Carnes na Argentina

Com um crescimento de 125% desde 2003, a indústria avícola na Argentina espera produzir 1,66 milhão de toneladas neste ano e busca tornar-se a segunda maior exportadora mundial de frango, depois do Brasil. Mas também mira o prato dos argentinos: o consumo subiu, no período, de 20 quilos para 34 quilos por habitante/ano.
“O aumento da demanda por frango foi efetivamente uma consequência do menor consumo de carne bovina, embora isso não tenha sido linear”, disse recentemente o presidente do Centro de Empresas Processadoras Avícolas (Cepa), Roberto Domenech. Da produção total, 320 mil toneladas serão exportadas em 2010, estima a associação.
Os produtores de suínos também estão animados. O consumo anual de carne de porco é de 7,5 quilos por pessoa. Ainda é menos de 40% da média mundial, mas o consumo era de 2 quilos por habitante/ano em 2005. O setor recebeu uma mãozinha da presidente Cristina Kirchner, que em uma cerimônia na Casa Rosada, em janeiro, elogiou as virtudes supostamente afrodisíacas dos suínos.
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“Acabo de saber de um dado que eu desconhecia: que comer porco melhora a atividade sexual. É muito mais gratificante comer um porquinho na brasa do que tomar viagra”, disse Cristina, que relatou ter feito sua própria experiência com o marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, o que arrancou risos da plateia na sede do governo.
Cristina inaugurou, no início do ano, a venda de pescado por preços populares em barracas instaladas por bairros pobres de várias cidades do país. O projeto é conhecido como “Merluza para Todos”. Na semana passada, houve confusão em Mendoza, oeste do país, por causa das longas filas em uma barraca.





















