Pesquisadores recomendam aplicações preventivas para impedir que a doença se alastre para outras regiões.
Aumentam focos de ferrugem da soja no MT
Redação (10/01/2008)- A Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) acaba de confirmar a descoberta de mais um foco de ferrugem asiática da soja em lavouras de Mato Grosso. Considerado o grande terror dos sojicultores em todo o mundo, a ferrugem pode ocasionar perdas de até 70% na produtividade da soja. A amostra foi recebida pelo mini-laboratório do Sindicato Rural de Campos de Júlio (520 Km a Noroeste de Cuiabá) e em seguida enviada para o laboratório credenciado de Tangará da Serra, que confirmou na tarde de terça-feira a presença do fungo na plantação. Esse é o segundo foco confirmado pelo projeto Antiferrugem implantado pela associação. O primeiro foi encontrado em Sinop (503 Km ao Norte de Cuiabá), no início desta semana. Na última safra Mato Grosso registrou perdas com a ocorrência da doença nas regiões Leste e Sul do Estado, com destaque para o município de Primavera do Leste (240 Km de Cuiabá), onde muitos produtores tiveram que fazer até quatro aplicações de fungicidas. Este ano, mesmo antecipando-se à ocorrência da ferrugem com aplicações preventivas nas plantações, os focos já começam a aparecer. De acordo com a maior autoridade em ferrugem asiática do país, o fitopatologista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), José Tadashi Yorinori, só é possível enfrentar a ferrugem asiática se houver união dos produtores e uma ação efetiva do governo que os possibilitem fazer um melhor controle e monitoramento das lavouras: “Sem estas medidas a agricultura estará fadada ao fracasso, podendo sucumbir à força deste fenômeno chamado ferrugem”, advertiu. Os pesquisadores recomendam a aplicação preventiva de fungicidas nas lavouras de soja, para evitar o surgimento de focos e a propagação da ferrugem asiática. “Deve-se fazer a aplicação preventiva para evitar problemas maiores, pois a ferrugem, quando ataca as plantações, traz prejuízos e dor de cabeça para os produtores”, afirma o agrônomo Celso Tavares de Almeida. Para ele, o surgimento de focos é muito preocupante, pois a doença pode se propagar com maior intensidade – daí a necessidade de se fazer o controle imediato, com monitoramento permanente antes do desenvolvimento da doença. “Todos devem ficar de olho para evitar que a doença se instale nas lavouras. Seria um caos para os produtores, que estão se refazendo da crise recente”,, assinalou. O pesquisador lembra que os produtores devem fazer as aplicações preventivas e realizar a vigilância permanente da lavoura durante a floração, período crítico para o aparecimento da ferrugem. “O produtor não pode esperar pelo surgimento dos focos, sob pena de sofrer prejuízos com o tratamento da lavoura”, alerta. Clima favorece ferrugem em Mato Grosso De acordo com ele, neste momento é importante que o produtor continue com a aplicação preventiva de fungicidas conforme orientação dos técnicos de cada propriedade. “O controle deve ser feito por completo desde a primeira soja plantada (precoce) até à tardia”, aconselha Silveira. O projeto Antiferrugem foi lançado em dezembro de 2007 com o propósito de auxiliar o produtor na prevenção e combate à ferrugem asiática da soja. Foram montados 17 mini-laboratórios nos Sindicatos Rurais do Estado e até agora 469 amostras de folhas foram analisadas. “Sempre que precisar, o produtor deve procurar os mini-laboratórios da Aprosoja, que contam com profissionais capacitados e dispõem de diagnósticos precisos”, orienta Glauber.
CUSTOS Além do impacto sanitário sobre o plantio, a ferrugem pode trazer como reflexo o aumento dos custos de produção ao sojicultor. “Hoje, bons fungicidas demandam o Leia também no Agrimídia:
Com o período das chuvas, o clima este mês está bastante favorável ao aparecimento da ferrugem asiática. “Nossa meta é manter a fiscalização permanente para orientar o produtor sobre como proceder. A presença da ferrugem é esperada e pode ser combatida. O que queremos evitar é que se instale por definitivo no Estado”, observa o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira da Silva.





















