Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
Destaque Todas Páginas
EXPORTAÇÃO

Brasil está cada vez mais dependente da China nas exportações de grãos

Em 2023, país asiático importou 75% da soja brasileira vendida ao exterior, acima dos 69% de um ano antes; compras de milho responderam por 31% do total

Compartilhar essa notícia
Brasil está cada vez mais dependente da China nas exportações de grãos

A exportação de soja e milho brasileiros está cada vez mais dependente da China. Em 2023, a China adquiriu 75% (75,6 milhões de toneladas) das pouco mais de 101 milhões de toneladas de soja exportadas pelo Brasil, tornando-se também o principal destino do milho brasileiro no mercado internacional. Essa realidade, ao menos para o próximo período, preocupa os especialistas.

Sérgio Mendes, diretor geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), destaca que, embora seja possível diversificar os parceiros comerciais na exportação de soja, é impossível evitar a exportação para a China. Ele ressalta que para ser um grande player na produção de soja, um país precisa ter a capacidade de abastecer a China, algo que o Brasil tem demonstrado.

Apesar das discussões sobre a necessidade de diversificação de destinos, Mendes e Jean Carlo Budziak, da Anec, concordam que a dependência chinesa pela soja brasileira não parece diminuir. Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSetor Consultores, considera essa dependência uma situação difícil e duradoura, apontando para o comprometimento da base produtiva brasileira com as exportações para a China.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que, em 2023, a China adquiriu 60,6% da soja exportada globalmente. Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), destaca a necessidade de buscar alternativas de compradores para a soja, mas ressalta o desafio de encontrar importadores com relevância comparável à China.

Na perspectiva da Anec e do Cepea, a demanda chinesa pela soja brasileira deve permanecer forte nos próximos anos, mesmo com investimentos da China em aumentar a produção local. No entanto, Fabio Silveira alerta que os produtores devem se preparar para um novo momento, pois a China está investindo para reduzir as importações do Brasil.

Quanto ao milho, em 2023, o Brasil se tornou o maior exportador para a China, adquirindo 31% das 55,6 milhões de toneladas exportadas, superando as expectativas. Especialistas destacam a necessidade de os exportadores brasileiros ampliarem o comércio com outros países da Ásia, como Índia e Bangladesh, bem como explorar destinos com grandes populações, como Rússia e países do Oriente Médio.

Assuntos Relacionados
boletimSIeconomiagrãosmilhosoja
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329