Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,52 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,66 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,19 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,50 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 184,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,54 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 159,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 177,57 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,11 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.185,88 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.095,20 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 185,49 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 166,62 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 150,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,05 / cx
Revista

Anuário 2024/2025 Suinocultura Industrial: “Dados do IBGE confirmam baixo crescimento da produção e preço da carcaça suína bate recorde nominal”

Iuri P. Machado – médico veterinário, mestre em ciênciasveterinárias, consultor da ABCS, e ex-Presidente da ComissãoNacional de Aves e Suínos da CNA O IBGE publicou no último dia 12 dados…
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Anuário 2024/2025 Suinocultura Industrial:  “Dados do IBGE confirmam baixo crescimento da produção e preço da carcaça suína bate recorde nominal”


Iuri P. Machado – médico veterinário, mestre em ciências
veterinárias, consultor da ABCS, e ex-Presidente da Comissão
Nacional de Aves e Suínos da CNA


O IBGE publicou no último dia 12 dados preliminares de abate referente ao terceiro trimestre de 2024. Cruzando os dados de produção e exportação das três carnes (bovina, frango e suína) entre janeiro e setembro/24, e comparando com o ano passado (tabela 1), é possível observar que, enquanto a carne bovina aumentou sua oferta no mercado doméstico em significativos 15,3% (781,3 mil toneladas a mais) e o frango subiu 107,23 mil toneladas (1,65%), a carne suína praticamente manteve a mesma disponibilidade interna no período, reduzindo apenas 12 mil toneladas (-0,38%) nestes nove meses em relação ao mesmo período de 2023. Tudo indica que o recorde de consumo per capita das três carnes somadas será novamente quebrado este ano.

Anuário 2024/2025 Suinocultura Industrial:  “Dados do IBGE confirmam baixo crescimento da produção e preço da carcaça suína bate recorde nominal”

Tabela 1. Produção brasileira, exportação (in natura) e disponibilidade interna mensal, em toneladas de carcaças, das três proteínas de janeiro a setembro de 2024 e diferença do valor acumulado em relação ao mesmo período do ano passado.
*Dados de julho a setembro de 2024 preliminares
Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE e da Secex

Analisando especificamente o abate de suínos (tabelas 2 e 3), no acumulado de janeiro a setembro de 2024, em relação ao mesmo período de 2023, houve um crescimento do abate de apenas 0,8% em toneladas de carcaças e 1,12% em cabeças. Se considerarmos ganhos de produtividade, principalmente relacionados a genética, é possível afirmar que a suinocultura tecnicamente se manteve do mesmo tamanho, em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do crescimento de quase 2% do abate (em cabeças) do terceiro trimestre de 2024 em relação ao mesmo período de 2023 (tabela 3), os números dos meses de agosto e setembro/24 indicam que ainda não existe uma reversão de tendência para retomada de crescimento significativo do abate no curto prazo

Anuário 2024/2025 Suinocultura Industrial:  “Dados do IBGE confirmam baixo crescimento da produção e preço da carcaça suína bate recorde nominal”

Tabela 2. Abate brasileiro MENSAL de suínos, de janeiro a setembro/24, em cabeças e toneladas de carcaças (total e peso médio) e diferença em relação ao mesmo mês do ano anterior e ao mês anterior.
*Dados de julho a setembro de 2024 preliminares
Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE.

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Tabela 3. Abate brasileiro TRIMESTRAL de suínos, de 2022 A 2024, em cabeças e toneladas de carcaças e diferença em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e ao trimestre anterior.
*Dados do terceiro trimestre de 2024 preliminares
Elaborado por Iuri P. Machado, com dados do IBGE.

Esta limitação de oferta de carne suína, aliada ao crescimento das demandas interna e externa, têm determinado alta contínua das cotações tanto do suíno vivo, quanto das carcaças. Desde o início de junho a bolsa de suínos de Belo Horizonte (BSEMG) não apresenta recuo nos valores publicados (tabela 4).

Anuário 2024/2025 Suinocultura Industrial:  “Dados do IBGE confirmam baixo crescimento da produção e preço da carcaça suína bate recorde nominal”

Tabela 4. Preço da Bolsa de suínos Belo Horizonte (BSEMG) em cada semana do ano de 2024 (R$/kg vivo). Destaque (em amarelo) para alguns movimentos de alta relevante.

  • viés do preço em relação a semana anterior, quando não há acordo (preço sugerido)
    Elaborado por Iuri Pinheiro Machado com dados da BSEMG

O movimento de alta contínua observado no mercado mineiro de suíno vivo para abate, se replicou em outras importantes praças do país, conforme o gráfico 1, atingindo cotações máximas no mês de novembro/24.

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Gráfico 1. Indicador SUÍNO VIVO – CEPEA/ESALQ (R$/kg) em SP, MG, PR, SC e RS, mensal, nos último 6 meses. Média de novembro/24 até dia 19/11/2024 (cotação indicada no gráfico).
Fonte: CEPEA

Quando se analisa o preço da carcaça suína especial em São Paulo (gráfico 2), o movimento de alta atingiu a marca histórica de R$ 15,00 por quilograma de carcaça no dia 19 de novembro de 2024, acumulando uma média de R$ 14,66 no mesmo mês (gráfico 3); desde setembro/24 as cotações ultrapassaram o valor de 13 reais/kg, valor nominal (sem correção da inflação) que só havia sido atingido em novembro de 2020, no auge de consumo de carne da pandemia de Covid-19.

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Gráfico 2. Preço diário da carcaça suína especial em São Paulo (R$/kg) nos último 60 dias úteis, até dia 19/11/2024 (cotação indicada no gráfico).
Fonte: CEPEA.

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Gráfico 3. Preço médio mensal da carcaça suína especial em São Paulo (R$/kg) nos último 2 anos, até dia 19/11/2024 (cotação indicada no gráfico).
Fonte: CEPEA.

Competitividade da carcaça suína melhora em relação ao boi, mas piora frente o frango

Quando comparamos com outras proteínas, mesmo com o aumento contínuo das cotações da carcaça suína no atacado, observa-se que a competitividade dela foi recuperada em relação à carne bovina, aumentando o spread para próximo de 50% nos últimos dois meses, quando o mínimo observado foi em agosto/24, com diferença de somente 26,2% (tabela 5). Por outro lado, em relação a carcaça de frango resfriado, em novembro/24, a competitividade da carne suína diminuiu, com spread ultrapassando os 80% (tabela 5). Cabe lembrar que quanto maior a diferença da carcaça suína em relação a bovina e menor a diferença em relação a de frango, mais competitiva ela é.

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Tabela 5. Spread em porcento (R$/kg de carcaça) do boi em relação ao suíno, e do suíno em relação ao frango resfriado em São Paulo em 2021, 2022, 2023 e de janeiro a novembro de 2024.
Dados de novembro/24 até dia 19/11.
Elaborado por Iuri Pinheiro Machado com dados do CEPEA

A propósito da carne bovina, é importante destacar a movimentação recente do mercado de boi gordo, com as cotações subindo quase 30% em menos de 2 meses (gráfico 4). Alguns fatores determinaram esta alta significativa, tais como, no curto prazo, maior demanda internacional pela carne bovina brasileira, devido à escassez de oferta por parte de importantes players (EUA, Argentina e UE), redução nos abates devido à sazonalidade da oferta de animais a pasto, com o aumento da dependência da oferta de animais confinados e a desvalorização do real frente ao dólar; e, no médio/longo prazo, uma aproximação de “virada” de ciclo pecuário, se encaminhando para a fase de escassez de animais para abate, o que deve se agravar a medida que avançarmos no ano de 2025.

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Gráfico 4. Indicador BOI GORDO – CEPEA/B3 (R$/@) em SP, mensal, nos último 24 meses. Média de novembro/24 até dia 19/11/2024 (cotação indicada no gráfico).
Fonte: CEPEA

Um fator importante a se considerar na dinâmica de mercado da carne bovina é que o spread entre o preço do varejo e o atacado, em outubro/24, foi o menor dos últimos anos, superior somente ao observado em novembro de 2019, conforme o gráfico 5, a seguir. Esta redução do spread indica que o varejo tem absorvido a alta do boi gordo, reduzindo margens na sua comercialização, uma situação que não deve durar muito tempo, pois o varejo provavelmente buscará maiores margens neste final de ano.

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Gráfico 5. Spread varejo/atacado – carne bovina de 2019 a 2024 (até outubro).
Fonte: Intercarnes e Procon; elaborado pelo Mbagro

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