Agronegócio e Embrapa: ex-ministro busca R$ 1 bilhão para pesquisa

Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), lidera uma iniciativa para angariar R$ 1 bilhão anual do setor privado para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Seu objetivo é viabilizar um fundo com gestão independente, que impulsione a pesquisa agropecuária no país.
A proposta de financiamento privado para pesquisa pública é uma bandeira antiga de Rodrigues. Em tentativas anteriores, a legislação impedia o avanço da ideia, especialmente a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). Agora, a estratégia é formar um fundo com um conselho gestor.
O ex-ministro expressou sua preocupação com o modelo de financiamento, alertando para o risco de o grande produtor, que possui mais recursos, priorizar apenas a grande cultura, em detrimento do pequeno produtor. Ele busca soluções para garantir que todos os setores do agronegócio sejam beneficiados.
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Rodrigues conta com o apoio de Silvio Crestana, ex-presidente da Embrapa, para concretizar a proposta até o final de maio deste ano. Ambos integraram o Grupo de Trabalho de Estudos Avançados de Aprimoramento do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), que propôs mudanças na gestão da Embrapa, como descentralização, desburocratização e novas formas de financiamento.
Em um evento em São Paulo, Rodrigues fez um apelo aos empresários do agronegócio, como Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, para que contribuam com a iniciativa.
Daniel Carrara, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), destacou que a proposta vai além do financiamento, buscando uma reestruturação da Embrapa, com foco em resultados e menos burocracia. O Senar se comprometeu a investir R$ 100 milhões anuais para estimular outras entidades a participarem.
Lideranças dos setores de algodão e milho já manifestaram interesse em aderir à iniciativa, que também conta com o apoio de Blairo Maggi, Eraí Maggi e integrantes da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove).
Com informações do Globo Rural.





















