Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Grãos

Grãos em alta na bolsa de Chicago impulsionados por clima, câmbio e tarifas

Saiba mais sobre os grãos em alta na bolsa de Chicago, impulsionados por clima e novas tarifas sobre produtos brasileiros.

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Grãos em alta na bolsa de Chicago impulsionados por clima, câmbio e tarifas

Os grãos negociados na Bolsa de Chicago registraram valorização nesta quinta-feira (10/7). Os contratos futuros de soja, milho e trigo encerraram o pregão em alta, impulsionados por uma combinação de fatores climáticos, cambiais e pelas tensões tarifárias.

Soja: Competitividade Brasileira em Destaque

A soja com entrega para agosto subiu 0,35%, fechando a US$ 10,1250 por bushel. Ao longo do dia, o mercado oscilou, influenciado por fatores externos como a valorização do dólar em relação ao real. A movimentação cambial ocorreu após o governo dos Estados Unidos anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Essa medida, segundo a consultoria Granar, acabou por aumentar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, favorecendo as vendas por parte dos produtores do Brasil que buscam liberar espaço nos armazéns para a chegada da safrinha de milho.

A ausência de compras chinesas de soja da nova safra norte-americana também foi observada pelo mercado. Tradicionalmente, o mês de julho marca o início da formação de estoques por parte da China, maior importador global da oleaginosa. O relatório semanal das exportações dos EUA, referente ao período de 27 de junho a 3 de julho, foi considerado neutro a levemente positivo, sem registros expressivos de vendas para o país asiático.

Milho: Alta Impulsionada por Incertezas Comerciais

O milho, com contratos para setembro, avançou 0,31%, cotado a US$ 3,9925 por bushel. A alta refletiu as incertezas em torno da política comercial dos Estados Unidos. A falta de acordos definitivos com países importadores de grãos gera preocupação entre operadores, especialmente às vésperas de uma safra que pode ser recorde. A Granar avalia que a desvalorização relativa do milho norte-americano o torna mais atrativo no mercado global, enquanto a entrada do milho da safrinha brasileira ocorre de forma mais lenta.

Trigo: Maior Alta do Dia com Problemas de Oferta Global

O trigo apresentou a maior alta do dia entre os grãos, com valorização de 1,37% nos contratos para setembro, negociados a US$ 5,5450 por bushel. A recuperação ocorre após recentes quedas, com apoio de compras de oportunidade por parte de investidores e condições climáticas nos Estados Unidos. A lavoura de primavera no norte das Grandes Planícies enfrenta déficit hídrico, e as chuvas previstas para o sul da região podem desacelerar a colheita de inverno. As exportações da região do Mar Negro, abaixo do ritmo esperado, também contribuíram para a valorização.

Ainda segundo a Granar, a imposição de tarifas pelos EUA sobre importações do Brasil e uma eventual retaliação podem impactar o mercado argentino. O Brasil, principal comprador do trigo argentino, abre anualmente uma cota de 750 mil toneladas isentas de tarifas, geralmente aproveitada pelos exportadores norte-americanos. Diante do novo cenário, os Estados Unidos podem perder acesso a esse mercado, em um momento de incerteza sobre a próxima safra brasileira.

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