Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,10 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Grãos

Grãos em alta na bolsa de Chicago impulsionados por clima, câmbio e tarifas

Saiba mais sobre os grãos em alta na bolsa de Chicago, impulsionados por clima e novas tarifas sobre produtos brasileiros.

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Grãos em alta na bolsa de Chicago impulsionados por clima, câmbio e tarifas

Os grãos negociados na Bolsa de Chicago registraram valorização nesta quinta-feira (10/7). Os contratos futuros de soja, milho e trigo encerraram o pregão em alta, impulsionados por uma combinação de fatores climáticos, cambiais e pelas tensões tarifárias.

Soja: Competitividade Brasileira em Destaque

A soja com entrega para agosto subiu 0,35%, fechando a US$ 10,1250 por bushel. Ao longo do dia, o mercado oscilou, influenciado por fatores externos como a valorização do dólar em relação ao real. A movimentação cambial ocorreu após o governo dos Estados Unidos anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Essa medida, segundo a consultoria Granar, acabou por aumentar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, favorecendo as vendas por parte dos produtores do Brasil que buscam liberar espaço nos armazéns para a chegada da safrinha de milho.

A ausência de compras chinesas de soja da nova safra norte-americana também foi observada pelo mercado. Tradicionalmente, o mês de julho marca o início da formação de estoques por parte da China, maior importador global da oleaginosa. O relatório semanal das exportações dos EUA, referente ao período de 27 de junho a 3 de julho, foi considerado neutro a levemente positivo, sem registros expressivos de vendas para o país asiático.

Milho: Alta Impulsionada por Incertezas Comerciais

O milho, com contratos para setembro, avançou 0,31%, cotado a US$ 3,9925 por bushel. A alta refletiu as incertezas em torno da política comercial dos Estados Unidos. A falta de acordos definitivos com países importadores de grãos gera preocupação entre operadores, especialmente às vésperas de uma safra que pode ser recorde. A Granar avalia que a desvalorização relativa do milho norte-americano o torna mais atrativo no mercado global, enquanto a entrada do milho da safrinha brasileira ocorre de forma mais lenta.

Trigo: Maior Alta do Dia com Problemas de Oferta Global

O trigo apresentou a maior alta do dia entre os grãos, com valorização de 1,37% nos contratos para setembro, negociados a US$ 5,5450 por bushel. A recuperação ocorre após recentes quedas, com apoio de compras de oportunidade por parte de investidores e condições climáticas nos Estados Unidos. A lavoura de primavera no norte das Grandes Planícies enfrenta déficit hídrico, e as chuvas previstas para o sul da região podem desacelerar a colheita de inverno. As exportações da região do Mar Negro, abaixo do ritmo esperado, também contribuíram para a valorização.

Ainda segundo a Granar, a imposição de tarifas pelos EUA sobre importações do Brasil e uma eventual retaliação podem impactar o mercado argentino. O Brasil, principal comprador do trigo argentino, abre anualmente uma cota de 750 mil toneladas isentas de tarifas, geralmente aproveitada pelos exportadores norte-americanos. Diante do novo cenário, os Estados Unidos podem perder acesso a esse mercado, em um momento de incerteza sobre a próxima safra brasileira.

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