Saiba mais sobre o custo do bem-estar animal na avicultura e como ele afeta a adoção de práticas sustentáveis
Custo do Bem-Estar animal na avicultura é mínimo, afirma novo estudo internacional

Um novo comentário publicado na revista Nature Food avalia os impactos do Compromisso Europeu do Frango, uma iniciativa que busca a adoção de raças de crescimento mais lento e padrões de bem-estar mais elevados na avicultura. O artigo desafia as preocupações sobre o aumento de custos e emissões, que têm sido barreiras para a sua implementação.
Usando o custo de externalidade de carbono da União Europeia, a pesquisa mostrou que custa menos de um centésimo de centavo para evitar cada hora de dor intensa, o que é equivalente às emissões de dirigir um carro padrão por cerca de 15 minutos. O estudo demonstra que a troca de raças de frango de crescimento rápido por raças de crescimento mais lento evita pelo menos 15 a 100 horas de dor intensa por ave, a um custo de apenas US$ 1 a mais por quilo de carne. Essas descobertas contestam a premissa de que sistemas de bem-estar mais elevados são caros ou ineficientes.
A pesquisa também questiona a ideia de que a intensificação da pecuária pode ser defendida por questões ambientais, dado o dano desproporcional ao bem-estar que a produção intensiva acarreta e as diferenças mínimas nas métricas ambientais.
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O estudo aplica o Welfare Footprint Framework, um método científico que permite quantificar o bem-estar animal. Quando aplicado a frangos de corte (o vertebrado terrestre mais populoso do planeta), o método revela o impacto das práticas industriais atuais, como as altas taxas de crescimento que levam a claudicação generalizada, problemas cardiovasculares, estresse por calor e fome crônica.
A Dra. Kate Hartcher, uma das autoras do artigo, afirma que o Welfare Footprint Framework permite colocar o bem-estar animal “em pé de igualdade com outras prioridades políticas”. As estimativas de impacto no bem-estar também incluem as condições ocultas das aves progenitoras, que precisam ser severamente restringidas em sua alimentação para evitar os problemas de saúde causados pelo crescimento rápido. “Para melhorar significativamente o bem-estar na produção de frangos de corte, precisamos de mudanças genéticas. Sem elas, as galinhas-mãe precisam continuar a suportar a fome extrema”, disse a Dra. Cynthia Schuck-Paim, principal autora do artigo.
A pesquisa, realizada em colaboração entre o Welfare Footprint Institute, o Stockholm Environment Institute e a University of Colorado Boulder (EUA), marca uma virada na forma como o bem-estar animal é considerado nos sistemas alimentares. Ao fornecer uma maneira clara e com base científica para mensurar as experiências dos animais, o Welfare Footprint Framework possibilita a implementação de reformas significativas e garante que os animais não sejam mais deixados de fora da discussão.
Referência: Poultry World





















