IBP e Abeeólica vão assinar memorando de entendimento para colaboração em geração de energia eólica no mar
Indústria eólica e petroleiras firmam parceria para geração de energia eólica offshore

O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) vão assinar na quinta-feira, na Rio Oil and Gas, um memorando de entendimento para colaboração em geração de energia eólica no mar (offshore). O objetivo será trocar conhecimento técnico e experiências a respeito de temas como tecnologia, inovação e recursos.
“Existe uma contribuição muito grande da indústria de óleo e gás para a expansão da eólica offshore, como na experiência na gestão da infraestrutura portuária e de projetos de maior escala. Os megaprojetos de óleo e gás têm desafios muito parecidos com a eólica offshore”, diz a diretora-executiva corporativa do IBP, Fernanda Delgado.
A executiva diz que as eólicas marítimas devem demandar fornecedores que tradicionalmente atendem ao setor de petróleo. Além disso, afirma, diversas produtoras de petróleo e gás estão interessadas em investir nesses projetos, com a transição para uma economia de baixo carbono.
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No Brasil, mais de 60 projetos de eólicas marítimas que somam 170 gigawatts (GW) de capacidade instalada tiveram os pedidos de licenciamento protocolados no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). Neste mês o Ministério de Minas e Energia abriu duas consultas públicas para receber contribuições sobre as portarias que vão regular a cessão de áreas para eólicas offshore e criar um portal único para gerir projetos de geração de energia elétrica no mar.
Uma das primeiras iniciativas da parceria entre IBP e Abeeólica será trabalhar em contribuições para essas consultas. Para o gerente de sustentabilidade do IBP, Carlos Victal, um dos aspectos que precisam melhorar nas portarias é deixar mais claros os critérios de leilão das áreas. Segundo ele, diversas petroleiras estão engajadas nas conversas, como Equinor, Repsol, Petrobras e Shell.
Para a presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum, as sinergias entre os dois setores são uma oportunidade para compartilharem não apenas conhecimento, mas também força de trabalho. “Este acordo é um dos melhores indicativos de que a transformação energética está acontecendo de fato”, diz.
Delgado, do IBP, diz que a importância da diversificação das fontes de é um dos temas que mais devem ter destaque no evento, após a guerra entre Rússia e Ucrânia afetar o fornecimento de gás à Europa e mostrar os perigos da dependência de uma fonte. “Quanto mais plural uma matriz energética, menos dependente fica de alguma adversidade. Não se coloca todos os ovos numa mesma cesta.”



















