Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Santa Catarina

Suinocultura catarinense consolida liderança nacional em produção e exportação

Santa Catarina lidera a exportação e produção nacional de carne suína, contribuindo significativamente para o PIB do agronegócio

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Suinocultura catarinense consolida liderança nacional em produção e exportação

Santa Catarina reafirmou, em 2025, sua posição como maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, respondendo por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual do agronegócio. O desempenho consolida o setor como estratégico para a economia catarinense e para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional.

De acordo com José Antônio Ribas Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), o protagonismo do estado é evidenciado pelos números do comércio exterior. Santa Catarina foi responsável por 51,2% do volume exportado e por 51,9% da receita total das exportações brasileiras de carne suína, com destaque para mercados como Japão, Filipinas, China, México e Chile.

Em 2025, a produção catarinense avançou 5,9% em relação a 2024, resultando na maior receita histórica do setor, com crescimento de 12,5%, mesmo diante de um aumento de 6,1% nos custos de produção. O desempenho reforça a eficiência produtiva e a competitividade da suinocultura estadual.

No cenário nacional, a produção brasileira de carne suína deve alcançar 5,55 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,6% na comparação anual. Para 2026, a projeção é de 5,7 milhões de toneladas, alta de 2,7%. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações devem somar 1,49 milhão de toneladas em 2025, aumento de 10% sobre 2024, podendo chegar a 1,55 milhão de toneladas em 2026, com crescimento adicional de 4%.

Ribas destacou que o setor mantém o abastecimento do mercado interno e direciona o excedente à exportação. A disponibilidade interna projetada para 2025 é de 4,06 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%. Em 2026, o volume deve chegar a 4,15 milhões de toneladas, com consumo per capita estimado em 19,5 kg por habitante ao ano, frente a 19 kg em 2025.

Apesar do cenário positivo, a suinocultura catarinense enfrenta desafios estruturais. Entre eles estão a elevada carga tributária, o excesso de regulamentações e a deficiência da infraestrutura logística, incluindo rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Também há demanda por ampliação do abastecimento de água e energia elétrica, além da implantação de gasodutos industriais.

No aspecto sanitário, a manutenção do status sanitário segue como prioridade estratégica, especialmente diante do avanço da peste suína africana na Europa, que pode abrir novas oportunidades de exportação para o Brasil. No Oeste catarinense, principal polo produtor, Ribas reforçou a necessidade de investimentos como a duplicação da BR-282, a recuperação da BR-163 e de rodovias estaduais, como a SC-283, além do fortalecimento das ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste.

Para 2026, a perspectiva é de crescimento moderado e sustentável, com custos mais controlados e demanda mantida nos mercados interno e externo. O setor avalia, porém, que a continuidade da liderança catarinense dependerá de investimentos estruturais em logística e infraestrutura. “Nosso maior mérito é garantir o pleno abastecimento do mercado interno e exportar o excedente”, concluiu Ribas.

Referência: Deral/GOV/Portal do agronegócio

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