Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
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Resumo da Semana

Do recorde nas cooperativas à pressão nos preços, cadeias de proteína buscam equilíbrio entre produção e mercado

Resultados históricos no cooperativismo, avanço logístico e conectividade rural contrastam com desafios de preços, crédito e dependência das exportações

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Do recorde nas cooperativas à pressão nos preços, cadeias de proteína buscam equilíbrio entre produção e mercado

O agronegócio brasileiro inicia 2026 combinando desempenho produtivo expressivo com ajustes de mercado e transformações estruturais. A C.Vale Cooperativa Agroindustrial alcançou um recorde histórico ao receber 6,56 milhões de toneladas de grãos em 2025, consolidando sua posição entre as maiores cooperativas do país e reforçando a força do modelo cooperativista na originação de matéria-prima e no abastecimento das cadeias de proteína animal.

No campo da logística, o Porto de Paranaguá consolidou a liderança global na exportação de frango congelado em janeiro de 2026, evidenciando a competitividade da avicultura brasileira e a importância da infraestrutura portuária para sustentar o fluxo internacional de proteínas.

Apesar dos avanços, o mercado interno apresenta sinais de pressão. A suinocultura registra queda nos preços do suíno vivo, refletindo demanda doméstica mais retraída e necessidade de ajuste na oferta. O setor depende das exportações para equilibrar o mercado e sustentar margens, especialmente em um cenário de custos ainda sensíveis.

No ambiente regulatório internacional, o Reino Unido avança na possibilidade de liberar proteína animal processada em rações, embora a decisão dependa de alinhamento com a União Europeia. A medida pode influenciar fluxos comerciais e estratégias de nutrição animal nos próximos anos.

Ainda no comércio exterior, um parecer jurídico apontou baixo risco no sistema de cotas para exportação de carne à China, trazendo maior previsibilidade para frigoríficos e exportadores que dependem do mercado asiático como principal destino das proteínas brasileiras.

O cenário econômico também reflete movimentos de reorganização financeira. A recuperação extrajudicial no agronegócio atingiu recorde de pedidos em 2025, embora o número efetivo de processos tenha permanecido relativamente baixo, indicando que muitos produtores e empresas buscaram renegociação preventiva diante de juros elevados e margens comprimidas.

Paralelamente, investimentos estruturais seguem avançando. O Paraná iniciou o maior programa de conectividade rural de sua história, ampliando o acesso à internet no campo e fortalecendo a digitalização das propriedades, fator estratégico para produtividade, rastreabilidade e integração de dados nas cadeias de aves e suínos.

O conjunto dos acontecimentos revela um setor que mantém forte capacidade produtiva e competitividade externa, mas que ajusta estratégias diante da volatilidade de preços, das exigências regulatórias internacionais e da necessidade de modernização estrutural.

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