Acúmulo de suínos parados pode atrapalhar o ciclo produtivo
Setor de suínos do Sul arca com prejuízos por bloqueios

Os estados do Sul onde se propagaram os protestos de alguns caminhoneiros bloqueando rodovias soma prejuízos nas importantes cadeias de suínos e aves à medida que se estendem os protestos.
Em Santa Catarina, que deu a maior margem ao presidente Jair Bolsonaro, no Paraná e no Rio Grande do Sul os animais prontos, sem ser abatidos, estão acrescentando mais custos com ração, não dão lugar a outros para a engorda final acumulando o ciclo e, ainda, correm o risco de perder valor se passarem muito do peso.
Carnes também não chegam ao mercado e aos portos, os quais a dependência dos três estados das exportações é muito grande, especialmente Santa Catarina.
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Na segunda, os frigoríficos catarinenses já estavam em contingenciamento. Ou seja, a movimentação de porcos e frangos já estava travada nas origens.
Poucas granjas, integradas às indústrias e as independentes, bem como os compradores, arriscaram colocar animais em trânsito com as redes reverberando advertências de bloqueios nas estradas, desde o domingo à noite, assim que as apurações confirmaram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
No Rio Grande do Sul também não há notícia de animais parados nas estradas, segundo Valdecir Folador, presidente da Acsurs, que representa os suinocultores do estado.
Mas animal gordo, pronto para abate, precisa sair para dar lugar a outro, já que o ciclo de criação não para, adverte ele.
Ao mesmo tempo, enquanto não saem para o abate, continuarão comendo, num misto de custo desnecessário, explica Folador.
E com risco de perda de valor se passar muito do ponto desejável de peso.
As indústrias estiveram operando só com o disponível na segunda. Terça pararam. E, com o feriado desta quarta (2), vai se avolumando o efetivo que precisa ser abatido urgentemente a partir de hoje (quinta-feira).





















