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Internacional

Infraestrutura e queda nos investimentos acendem alerta para o setor de ovos no Reino Unido

Entenda como a infraestrutura deficiente e a queda nos investimentos podem afetar o setor de ovos no Reino Unido

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Infraestrutura e queda nos investimentos acendem alerta para o setor de ovos no Reino Unido

O setor de produção de ovos do Reino Unido enfrenta um cenário de desafios estruturais que começam a impactar a capacidade produtiva. Um levantamento inédito conduzido pela União Nacional dos Agricultores (NFU) identificou que grande parte das instalações utilizadas para a criação de galinhas poedeiras, frangas e reprodutoras apresenta idade elevada, ao mesmo tempo em que a construção de novos galpões tem desacelerado nos últimos anos.

A pesquisa, realizada entre maio e junho de 2025, reuniu dados de 1.271 galpões com capacidade total para aproximadamente 23 milhões de aves. O estudo avaliou o ano de construção das instalações, os sistemas de produção utilizados e o histórico de reformas estruturais, além de apresentar um panorama regional da infraestrutura produtiva.

Entre os principais resultados, a idade média dos galpões destinados à produção de ovos no país foi estimada em 17 anos, sendo que quase 19% dessas estruturas possuem mais de 25 anos de uso. O levantamento também aponta que cerca de 20% das unidades atualmente em operação passaram por reformas significativas ao longo do tempo.

Sistemas de múltiplos níveis predominam na produção ao ar livre

O estudo revela que, no sistema de produção ao ar livre, os galpões de múltiplos níveis se tornaram predominantes. Eles representam 56% das estruturas utilizadas e abrigam cerca de 73% das galinhas poedeiras criadas nesse modelo.

Em média, cada instalação de múltiplos níveis aloja aproximadamente 18.747 aves, número significativamente superior ao dos galpões de plataforma plana tradicionais, que acomodam em média 9.323 galinhas. Esses sistemas mais antigos representam 42% das instalações e abrigam cerca de 25% das aves.

Uma pequena parcela das unidades atuais, cerca de 7% dos galpões de múltiplos níveis, foi convertida a partir de estruturas originalmente projetadas para sistemas de plataforma plana, processo realizado, em média, há sete anos. As unidades móveis correspondem a apenas 2% das instalações e abrigam cerca de 0,3% das galinhas devido à capacidade limitada.

O levantamento também aponta diferenças regionais na idade das estruturas. O País de Gales possui as instalações mais recentes, com média de nove anos, seguido pela Escócia, com 12 anos. Já a Irlanda do Norte apresenta média de 18 anos, enquanto a Inglaterra concentra os galpões mais antigos, com média de 19 anos.

Sistemas de gaiolas enriquecidas são os mais antigos

Entre os diferentes modelos produtivos avaliados, os galpões de gaiolas enriquecidas para colônias se destacam como os mais antigos do setor. Essas instalações apresentam idade média de 27 anos e, em média, passaram 16 anos desde a última grande reforma estrutural.

O cenário de envelhecimento das estruturas também se estende às etapas iniciais da cadeia produtiva. Os galpões destinados à criação de frangas apresentam idade média de 38 anos, com mais da metade das unidades — cerca de 55% — tendo sido construídas há mais de quatro décadas.

No caso das instalações utilizadas para reprodução, a idade média é de 37 anos, sendo que 51% dessas estruturas também ultrapassam os 40 anos de funcionamento. Reformas estruturais ocorreram em 22% dos galpões de criação de frangas e em 52% das unidades de reprodução.

Construção de novos galpões recua 40% nos últimos anos

Outro ponto destacado pelo levantamento é a desaceleração significativa na construção de novas instalações. O período entre 2016 e 2020 registrou o maior volume de expansão recente, com a construção de 206 galpões capazes de alojar cerca de 3,45 milhões de galinhas.

Nos cinco anos seguintes, no entanto, o número de novas estruturas caiu para apenas 120 unidades, representando uma redução de aproximadamente 40%. Esse movimento coincide com um período considerado desafiador para o setor de ovos, marcado por retornos financeiros mais baixos e pela redução da confiança entre produtores.

Além disso, fatores relacionados ao processo de licenciamento e planejamento de novas instalações também têm contribuído para a desaceleração dos investimentos, especialmente em regiões com áreas sensíveis de captação de água.

Setor pede condições para retomar investimentos

Diante desse cenário, representantes da cadeia produtiva alertam para a necessidade de criar condições que incentivem novos investimentos. Segundo o presidente do conselho avícola da NFU, Will Raw, o setor precisa de maior previsibilidade econômica e de um sistema de planejamento mais eficiente.

Ele destaca que, embora a demanda por ovos produzidos no Reino Unido continue em crescimento, a redução no ritmo de construção de novas instalações representa um sinal de alerta para o futuro da produção.

Para Raw, os produtores demonstram interesse em modernizar suas operações e expandir a atividade, mas dependem de uma cadeia de abastecimento que ofereça retornos econômicos sustentáveis e de políticas que facilitem o planejamento e a implantação de novos projetos produtivos.

Caso a tendência de redução nos investimentos persista, o setor teme dificuldades para acompanhar a crescente demanda dos consumidores por ovos, considerados uma fonte de proteína acessível, versátil e amplamente presente na dieta alimentar.

Referência: Poultry World

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