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Exportações de carne suína da União Europeia mantêm estabilidade e somam 4,3 milhões de toneladas em 2025

Em 2025, as exportações de carne suína da União Europeia alcançaram 4,3 milhões de toneladas, ligeiro aumento em relação ao anterior

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Exportações de carne suína da União Europeia mantêm estabilidade e somam 4,3 milhões de toneladas em 2025

Os 27 Estados-Membros da União Europeia exportaram 4,3 milhões de toneladas de carne suína e derivados para países fora do bloco em 2025, de acordo com dados divulgados pela Comissão Europeia. O resultado representa um leve avanço em relação a 2024, quando o volume total embarcado alcançou 4,2 milhões de toneladas em peso de produto.

Nos últimos três anos, o comércio externo de carne suína do bloco europeu tem se mantido relativamente estável. Em períodos anteriores, entretanto, os volumes exportados foram significativamente mais elevados. O pico ocorreu em 2020, quando as exportações atingiram 6,23 milhões de toneladas, impulsionadas pela forte demanda chinesa após o impacto da Peste Suína Africana (PSA) na produção local.

China permanece como principal destino das exportações

A China continua sendo o principal comprador de carne suína e derivados provenientes da União Europeia. Em 2025, o país asiático respondeu por cerca de um quarto das exportações do bloco, totalizando 1.069.909 toneladas.

O Reino Unido aparece como o segundo maior mercado consumidor, com 856.102 toneladas importadas ao longo do ano. Outros destinos relevantes para a carne suína europeia incluem Coreia do Sul, com 262.882 toneladas, Japão, com 256.731 toneladas, e Vietnã, que adquiriu 180.275 toneladas.

Também figuram entre os principais importadores os Estados Unidos, com 107.927 toneladas, a Austrália, com 87.440 toneladas, e Taiwan, com 77.934 toneladas. Outros países somados responderam por 1.399.151 toneladas das exportações europeias.

Novos desafios comerciais surgem no mercado internacional

Apesar da estabilidade observada em 2025, o início de 2026 trouxe novos desafios para o comércio exterior da carne suína europeia. A China anunciou a imposição de tarifas de importação que podem chegar a 19,8% pelos próximos cinco anos, medida que tende a pressionar a competitividade do produto europeu naquele mercado.

Ao mesmo tempo, análises recentes do banco Rabobank apontam para o aumento da concorrência internacional, especialmente por parte do Brasil, que tem ampliado sua presença no mercado global de carnes e pode disputar espaço com os exportadores europeus.

Espanha lidera entre os exportadores do bloco

Entre os países da União Europeia, a Espanha liderou as exportações de carne suína para mercados fora do bloco em 2025, com 1.340.237 toneladas embarcadas. Na sequência aparecem os Países Baixos, com 665.555 toneladas, e a Dinamarca, que exportou 632.365 toneladas.

A Alemanha, historicamente uma das maiores produtoras de suínos da Europa, enfrenta restrições comerciais relacionadas à Peste Suína Africana. Em 2025, o país exportou 334.895 toneladas de carne suína, volume bem inferior ao registrado antes de 2020, quando as vendas externas alemãs superavam 1 milhão de toneladas por ano.

Referência: Pig Progress

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