Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,51 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,44 / kg
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Suíno - Estadual PRR$ 4,90 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,07 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.349,10 / t
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Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,69 / cx
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Torção do mesentério em suínos: evidências genéticas e implicações para o melhoramento animal na Suinocultura Industrial de fevereiro

Saiba como a torção do mesentério em suínos impacta a mortalidade e quais fatores contribuem para essa condição grave

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Torção do mesentério em suínos: evidências genéticas e implicações para o melhoramento animal na Suinocultura Industrial de fevereiro

A torção do mesentério consiste em uma condição aguda caracterizada pela rotação parcial ou total das alças intestinais em torno do eixo mesentérico, levando à interrupção do fluxo sanguíneo, distensão abdominal e morte súbita dos animais. A enfermidade está entre as principais causas de mortalidade nas fases de crescimento e terminação, com incidência variando de 0,9% a 4% em sistemas comerciais.

A ocorrência é mais frequente em suínos jovens, entre 4 e 6 meses de idade, especialmente aqueles com alto desempenho produtivo. Por ocorrer no final do ciclo, os impactos econômicos são significativos, além de comprometer o bem-estar animal.

Etiologia multifatorial envolve manejo, ambiente e anatomia

A síndrome apresenta caráter multifatorial, envolvendo:

  • Características anatômicas do trato digestivo
  • Manejo alimentar e comportamento ingestivo
  • Qualidade e fermentabilidade da dieta
  • Condições ambientais, como temperatura elevada
  • Dinâmica social e competição em baias coletivas

A ingestão rápida de grandes volumes de ração, associada à produção excessiva de gases e movimentos bruscos, favorece a ocorrência da torção intestinal.

Evidências confirmam componente genético

Estudos recentes conduzidos com base em dados de pedigree e genômica demonstraram a existência de variabilidade genética associada à torção do mesentério. A análise de mais de 66 mil suínos evidenciou herdabilidade baixa (entre 0,12 e 0,13), indicando que fatores ambientais têm maior influência, mas que a seleção genética é viável.

Embora o progresso genético seja mais lento devido à baixa herdabilidade, a identificação de animais menos suscetíveis permite reduzir a incidência da síndrome ao longo das gerações.

Correlações com desempenho produtivo orientam seleção

As análises indicaram correlações genéticas de baixa a moderada entre a torção do mesentério e características produtivas, como:

  • Dias para atingir 110 kg
  • Conversão alimentar
  • Espessura de toucinho

Os resultados sugerem que animais com pior desempenho — maior tempo de crescimento e menor eficiência alimentar — apresentam maior predisposição à síndrome. Por outro lado, a seleção para melhor eficiência produtiva pode contribuir indiretamente para a redução da ocorrência.

Abordagem genômica identifica regiões associadas

A aplicação de estudos de associação genômica ampla (GWAS) permitiu identificar 52 regiões genômicas associadas à torção do mesentério, distribuídas em 15 cromossomos. Foram mapeados 299 genes candidatos, reforçando o caráter poligênico da condição.

Entre os principais processos biológicos relacionados destacam-se:

  • Morfogênese e desenvolvimento intestinal
  • Diferenciação epitelial e integridade da mucosa
  • Motilidade e permeabilidade intestinal
  • Digestão e metabolismo
  • Comportamento alimentar

Alterações nesses mecanismos podem favorecer disbiose, fermentação excessiva, trânsito intestinal inadequado e maior risco de torção.

Marcadores moleculares ampliam precisão da seleção

A identificação de polimorfismos do tipo SNP associados à síndrome possibilita o uso de marcadores moleculares em programas de melhoramento genético. Essa abordagem permite:

  • Seleção precoce de animais menos suscetíveis
  • Maior acurácia na avaliação genética
  • Redução do intervalo entre gerações
  • Ganhos genéticos mais consistentes

Além disso, a utilização de informações genômicas é especialmente relevante para características de difícil mensuração, como a torção do mesentério, que resulta em morte súbita.

Integração entre genética e manejo é essencial

Apesar dos avanços genéticos, práticas de manejo continuam sendo fundamentais para mitigação do problema, incluindo:

  • Regularidade no fornecimento de ração
  • Redução da competição alimentar
  • Controle de dietas altamente fermentáveis
  • Monitoramento de condições térmicas
  • Manejo adequado de lotes e hierarquia social

No entanto, diferentemente do manejo, a seleção genética proporciona efeito cumulativo e permanente ao longo das gerações.

Estratégia genética é caminho para controle sustentável

A presença de variabilidade genética, ainda que limitada, confirma o potencial de inclusão da torção do mesentério em programas de seleção. A utilização de valores genéticos e marcadores moleculares representa uma estratégia consistente para reduzir a incidência da síndrome.

Os resultados obtidos contribuem para o entendimento dos mecanismos biológicos envolvidos e oferecem base técnica para o desenvolvimento de linhagens mais resistentes, com impacto direto na eficiência produtiva, redução de perdas e melhoria do bem-estar animal na suinocultura.

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