Com a confirmação de Influenza aviária, Chile suspende exportações avícolas. Entenda as implicações para o setor e segurança alimentar
Chile confirma foco de Influenza aviária e suspende exportações avícolas

O Chile confirmou o primeiro foco de Influenza Aviária em uma granja comercial de galinhas poedeiras no município de Talagante, conforme comunicado do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG). A detecção do vírus em produção comercial levou à suspensão imediata da certificação para exportações de produtos avícolas, medida alinhada aos protocolos internacionais de biosseguridade.
As autoridades chilenas iniciaram ações de erradicação do foco e notificaram oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH). Paralelamente, o governo mantém diálogo com mercados importadores estratégicos, como Estados Unidos, China e Reino Unido, com o objetivo de restabelecer as exportações assim que houver segurança sanitária. Apesar da suspensão dos embarques, o país informou que o abastecimento interno de carne de frango e ovos permanece estável.
No Brasil, o governo prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em razão da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), por meio da Portaria nº 896. A medida tem caráter preventivo e visa manter a capacidade de resposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) diante do avanço da doença.
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Com a prorrogação, permanecem ativos mecanismos que permitem ações rápidas de contenção, erradicação de focos e mobilização de recursos, além da articulação com estados, municípios e o setor produtivo. O país registra a presença do vírus desde maio de 2023, com o primeiro foco em aves silvestres, enquanto o primeiro caso em produção comercial foi confirmado em maio de 2025, elevando o nível de alerta sanitário na avicultura nacional.
Referência: CNN Agro





















