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Preços de cortes suínos variam e toucinho dispara frente ao suíno vivo

Dados da APCS mostram valorização expressiva do toucinho e movimentação de R$ 131,2 milhões nas compras da CSP até maio

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Preços de cortes suínos variam e toucinho dispara frente ao suíno vivo

Os preços dos principais cortes suínos seguem em patamares variados no mercado paulista, com destaque para a valorização do toucinho em comparação ao suíno vivo. Levantamento divulgado na última terça-feira (02) pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), com base no Informativo do Consórcio Suíno Paulista referente até maio de 2026, aponta que, no período, o quilo do toucinho alcança R$ 22,85, enquanto o suíno vivo é cotado a R$ 5,33/kg, evidenciando um descolamento relevante entre os dois indicadores.

A comparação histórica reforça esse movimento. Em 1995, o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 3,50, valor próximo ao do toucinho naquele período. Ao longo das décadas, no entanto, o derivado ganhou maior valorização, acumulando crescimento significativamente superior ao do animal vivo, segundo os dados apresentados pela entidade.

No varejo, os preços dos cortes refletem essa dinâmica. A bisteca suína aparece a R$ 16,95/kg, enquanto a copa lombo com osso é comercializada a R$ 19,58/kg e a versão sem osso chega a R$ 22,99/kg. A costela suína atinge R$ 24,99/kg, e o lombo é encontrado a R$ 27,99/kg. Entre os itens com menor valor, o pé suíno está cotado a R$ 12,25/kg, seguido do pernil com osso a R$ 13,59/kg e da orelha a R$ 14,05/kg. Já o pernil sem osso é vendido a R$ 16,98/kg, enquanto a panceta figura entre os cortes mais valorizados, com preço de R$ 29,19/kg.

Comercialização

Além da valorização de produtos específicos, os dados da APCS também mostram o ritmo de compras da cadeia produtiva. Segundo o informativo até maio de 2026, a Central de Suínos Paulista (CSP) movimentou R$ 131,2 milhões nos primeiros cinco meses do ano. O desempenho mensal indica oscilações ao longo do período, com R$ 28,1 milhões em janeiro, R$ 19,6 milhões em fevereiro, R$ 29,0 milhões em março, R$ 24,8 milhões em abril e R$ 29,5 milhões em maio.

A entidade destaca ainda o papel da CSP na organização do setor. Atualmente, a central praticamente concentra a aquisição de todos os produtos utilizados nas granjas dos consorciados, que juntos somam um plantel de aproximadamente 55 mil matrizes. O modelo é apontado como exemplo de transparência e organização, contribuindo para a eficiência das operações e para a consolidação de um sistema considerado bem-sucedido dentro da suinocultura paulista.

O volume financeiro consolidado e a estrutura de compras reforçam a importância do setor no estado, em um cenário marcado por diferenças significativas entre matéria-prima e produtos derivados. Para a APCS, a evolução dos preços ao longo dos anos, especialmente no caso do toucinho, ilustra mudanças estruturais na demanda e no aproveitamento da cadeia, com impactos diretos sobre produtores, indústria e consumidores.

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Fonte: APCS

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