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Brasil atinge recorde na exportação de carne suína no 1º semestre

Embarques acumulam alta de 10% em volume e faturamento chega a US$ 1,85 bilhão de janeiro a junho

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Brasil atinge recorde na exportação de carne suína no 1º semestre

As exportações brasileiras de carne suína fecharam o primeiro semestre com o melhor desempenho de sua história. De acordo com o balanço da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 794,2 mil toneladas entre janeiro e junho, volume 10% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Em receita, o crescimento acumulado no semestre atingiu 7,9%, gerando um faturamento de US$ 1,859 bilhão para o setor, contra US$ 1,723 bilhão nos primeiros seis meses do ano anterior.

Ajuste pontual no mês de junho

Apesar do recorde semestral, o mês de junho apresentou uma retração isolada nas vendas externas. Os embarques mensais somaram 132,4 mil toneladas, volume 3,5% menor que o de junho do ano passado. A receita mensal acompanhou o recuo, fechando em US$ 312,8 milhões (queda de 8,4%).

Destinos internacionais e estados líderes

As Filipinas mantiveram a liderança isolada como o principal comprador da carne suína brasileira em junho, com o envio de 23,5 mil toneladas. Na sequência, destacaram-se o Japão (17,2 mil toneladas), Chile (11,7 mil toneladas) e China (11,4 mil toneladas).

No mapa nacional da suinocultura, Santa Catarina segue na liderança absoluta das exportações, sendo responsável pelo embarque de 65,2 mil toneladas em junho. O Rio Grande do Sul ocupou o segundo lugar (31,4 mil toneladas), seguido pelo Paraná (20,7 mil toneladas).

Diversificação de mercados sustenta o setor

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, o recuo verificado em junho não anula o cenário otimista desenhado para o restante do ano:

“Embora junho tenha registrado um ajuste pontual, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional de forma diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado”, avalia Santin.

Fonte: ABPA, com edição de Agrimídia

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