Com marcas históricas na oleaginosa e rali de preços na avicultura, faturamento do setor agroexportador atinge inéditos US$ 87,1 bilhões; milho recupera volumes e cresce 20%
Complexo soja e carne de frango impulsionam primeiro semestre recorde do agro

O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com marcas históricas impressionantes. As exportações totais do setor atingiram o recorde absoluto de US$ 87,1 bilhões entre janeiro e junho, registrando um crescimento de 6,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Apenas no mês de junho, os embarques somaram US$ 16,6 bilhões (+14,0%), estabelecendo também o melhor resultado da história para o mês. Esse desempenho avassalador foi amplamente sustentado pelo dinamismo do complexo soja, pela forte expansão da carne de frango e pela recuperação dos volumes de milho.
Complexo Soja: O motor absoluto do comércio exterior
A soja consolidou-se como o principal pilar da pauta exportadora brasileira. No acumulado do primeiro semestre, o complexo soja movimentou US$ 34,9 bilhões, representando 40,1% de toda a receita do agro nacional.
Soja em grão (Semestre): Faturou US$ 29,1 bilhões (+14,9%), impulsionada por um volume recorde de 69,6 milhões de toneladas (+7,1%) e pela valorização de 7,3% no preço médio, que atingiu US$ 419 por tonelada. A China permaneceu como o principal destino, absorvendo US$ 20,2 bilhões (48,3 milhões de toneladas).
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Soja em grão (Junho): Registrou o maior volume já comercializado para o mês em toda a série histórica, com 14,5 milhões de toneladas e receita de US$ 6,3 bilhões. Os destaques de crescimento foram a União Europeia (+56,2%) e o Paquistão (+456,7%).
Farelo de Soja: O subproduto teve um semestre brilhante com receita de US$ 4,6 bilhões (+14,8%) e volume recorde de 12,7 milhões de toneladas. O grande destaque do período foi o Irã, que aumentou suas compras em impressionantes 571,3%, somando US$ 454,3 milhões. Em junho, o farelo rendeu US$ 907,2 milhões (+47,1%).
Carne de Frango (Aves): Recordes de receita, volume e preços históricos
A avicultura brasileira vive um momento de ouro no mercado internacional, registrando marcas históricas tanto no fechamento mensal quanto no semestral.
Desempenho Semestral: As vendas externas de carne de frango in natura alcançaram recordes de valor e quantidade para o acumulado de janeiro a junho, somando US$ 5,0 bilhões (+17,8%) e 2,5 milhões de toneladas (+13,7%). O preço médio subiu 3,6%, alcançando US$ 1.961 por tonelada. Japão (+57,7%), União Europeia (+61,6%) e China (+53,5%) foram os mercados que mais impulsionaram o resultado.
Destaque em Junho: A receita mensal foi a segunda maior da história para os meses de junho, atingindo US$ 871,6 milhões (+57,3%), com o embarque de 420,6 mil toneladas (+44,6%). O preço médio disparou 8,8% no mês, chegando a US$ 2.072 por tonelada, uma das maiores cotações da série histórica. O Japão liderou as compras mensais (US$ 127,7 milhões), seguido de perto pela China, que registrou uma forte retomada nas aquisições (+21.481% em valor no mês). Adicionalmente, as miudezas de frango bateram recorde em junho com US$ 68,9 milhões (+272,0%).
Milho: Recuperação em volume e o avanço do DDG
O milho garantiu uma posição de destaque na pauta do primeiro semestre, ocupando a nona colocação no ranking geral do agronegócio.
Resultado do Semestre: As exportações brasileiras do cereal somaram US$ 1,7 bilhão entre janeiro e junho de 2026. O montante representa um crescimento expressivo de 20,6% frente ao primeiro semestre do ano anterior. Essa reação positiva foi inteiramente puxada pelo aumento na quantidade embarcada, que cresceu 22,1%, totalizando 7,9 milhões de toneladas.
Subprodutos em alta: Embora o grão não tenha aparecido nos destaques individuais do mês de junho, o DDG de milho (destilados de grãos secos, usados para ração animal) bateu recorde histórico para o mês, faturando US$ 25,7 milhões (+89,6%) com o envio de 103,4 mil toneladas (+78,7%).
Carne Suína: Ajustes de preços e novos destinos no spot
O setor de suinocultura enfrentou um cenário de acomodação de preços internacionais em junho, operando em ritmo de ajuste nas mesas de negociação.
Movimento de Junho: A carne suína in natura gerou uma receita de US$ 289,2 milhões no sexto mês do ano. O resultado reflete uma retração de 9,8% em valor em comparação a junho de 2025, ocasionada por uma queda de 5,4% no volume embarcado (115,5 mil toneladas) e recuo de 4,7% no preço médio (US$ 2.504 por tonelada).
Mercados compradores: O Japão se consolidou como o principal cliente da carne suína brasileira no mês, com US$ 58,6 milhões (+32,8%) e uma fatia de 20,2% do mercado. As Filipinas ficaram em segundo lugar com US$ 40,5 milhões. A China, embora em ritmo mais brando do que no passado, registrou reação em junho, somando US$ 20,9 milhões (+27,4%).
Da Redação























