Lavouras lideram o faturamento com 64% do montante total; soja, bovinos e milho continuam sendo os principais motores da receita “da porteira para dentro”
VBP da agropecuária brasileira é estimado em R$ 1,4 trilhão em junho

O faturamento da produção agropecuária brasileira, medido pelo Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), foi estimado em R$ 1,4 trilhão no levantamento mensal de junho. O indicador, que reflete a receita gerada pelas atividades do campo diretamente nos estabelecimentos rurais, mostra a força contínua do setor produtivo nacional, mesmo diante de um cenário de acomodação de preços.
Do montante total projetado para o ano, o segmento das lavouras segue como o principal protagonista, respondendo por R$ 893,1 bilhões — o equivalente a 64% do faturamento global. Já a pecuária garante os 36% restantes, somando R$ 511,1 bilhões na estimativa atual.
O “Top 5” do campo concentra a receita
O desempenho do agronegócio brasileiro continua altamente concentrado em um pequeno grupo de commodities de grande escala. Apenas cinco produtos — soja, carne bovina, milho, cana-de-açúcar e frango — acumulam um faturamento de R$ 956,6 bilhões, o que representa 68,3% de todo o VBP nacional.
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Soja: Isolada na liderança, a oleaginosa tem faturamento estimado em R$ 335,8 bilhões, abocanhando 23,9% do valor total do país.
Bovinos: A bovinocultura de corte aparece na segunda posição, com R$ 249,5 bilhões (cerca de 17,5% do indicador).
Milho: O cereal garante o terceiro lugar, com R$ 155,3 bilhões.
Cana-de-açúcar e Frangos: Fecham o grupo dos cinco principais produtos, registrando R$ 108,7 bilhões e R$ 107,3 bilhões, respectivamente.
Mato Grosso lidera o faturamento regional
No mapa da produção, o Centro-Oeste e o Sudeste concentram os maiores PIBs agrícolas do país. Mato Grosso lidera o ranking das Unidades da Federação com folga, registrando um valor estimado de R$ 213,5 bilhões, detendo sozinho 15,2% do faturamento nacional.
O segundo lugar ficou com Minas Gerais, que projeta R$ 167,8 bilhões (12% do total), impulsionada pela diversidade de suas lavouras e pela força do café e do leite. São Paulo ocupa a terceira posição, com R$ 158,4 bilhões (11,3%), puxado principalmente pelo cinturão canavieiro e pela citricultura.
Os números divulgados são preliminares e fazem parte do acompanhamento de safra de 2026, cruzando as estimativas oficiais de colheita com os preços efetivamente recebidos pelos produtores rurais até o mês de maio.
Fonte: MAPA























