Estudo projeta importações chinesas entre 92 milhões e 118 milhões de toneladas em 2030; Brasil responde por cerca de 70% do volume comprado pelo país asiático
China seguirá comprando soja do Brasil, mas em ritmo menor, aponta Insper

A China deve se manter como principal compradora da soja brasileira, mas sem o mesmo fôlego de crescimento dos últimos anos. É o que indica estudo do Insper Agro Global apresentado nesta quarta-feira (07/10), em São Paulo, que avalia o impacto das estratégias chinesas para reduzir a dependência externa do grão.
De acordo com os pesquisadores, as importações chinesas devem ficar entre 92 milhões e 118 milhões de toneladas em 2030. No cenário considerado mais provável, o volume chegaria a 118 milhões de toneladas, apenas 2% acima do atual. Ou seja, a China não deixaria de comprar, mas também não seguiria ampliando a demanda no ritmo que o Brasil se acostumou.
O principal caminho de Pequim é reduzir o farelo de soja na ração animal. A participação do insumo caiu de 17,9% em 2017 para 13,7% em 2024, e a meta é chegar a 10% até 2030. O efeito, no entanto, pode ser anulado caso a produção de ração continue crescendo acima de 4% a 5% ao ano.
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O presidente da ABPA, Ricardo Santin, vê limites para essa substituição. “Se tiro o farelo de soja vou colocar o quê no lugar?”, questionou. Já a especialista Larissa Wachholz, do Cebri, avalia que os chineses buscarão alternativas tecnológicas, mas não terão como abrir mão do fornecedor brasileiro. “A China não vai parar de depender do Brasil”, afirmou.
A produção interna também tem peso limitado. Hoje em cerca de 21 milhões de toneladas, frente a um consumo de 136 milhões, a safra chinesa chegaria a no máximo 28 milhões de toneladas mesmo com a meta de elevar a produtividade em 39% até 2034. Segundo Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, a escassez de terras aráveis e de água doce restringe a expansão agrícola no país.
Com informações da CNN Brasil























