Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
Destaque Todas Páginas
Mercado

Alta da carcaça suína reduz competitividade frente a bovinos e aves em SP

Valorização intensa da proteína no atacado afasta consumidor, enquanto recuo da soja em Chicago e ajustes nas exportações de milho reconfiguram custos

Compartilhar essa notícia
Alta da carcaça suína reduz competitividade frente a bovinos e aves em SP

A forte valorização da carcaça especial suína ao longo do mês de outubro reduziu significativamente a competitividade da proteína frente à carne bovina e ao frango resfriado na região da Grande São Paulo. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) hoje (22), embora as três principais proteínas de origem animal registrem movimento de alta no mercado atacadista paulista, o avanço das cotações tem sido consideravelmente mais intenso para os cortes suínos. Este descolamento de preços afeta diretamente a decisão de compra do consumidor final, que tende a migrar para opções relativamente mais acessíveis nas gôndolas dos supermercados.

A perda de atratividade comercial da carne suína no mercado doméstico ocorre em um momento de reconfiguração nos custos de produção das cadeias intensivas, fortemente influenciada pela volatilidade nos mercados internacionais de grãos. Pelo lado da nutrição animal, o cenário apresenta sinais favoráveis para os produtores brasileiros no curto prazo. Os contratos futuros de soja acumularam oito sessões consecutivas de perdas na Bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço acelerado e pelas boas condições climáticas da colheita nos Estados Unidos. Esta redução nas cotações internacionais da oleaginosa tende a baratear o farelo, aliviando os custos de formulação de ração para a suinocultura e avicultura.

Simultaneamente, a dinâmica de exportação do milho exige atenção dos gestores de suprimentos das agroindústrias. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou suas projeções para os embarques de outubro, reduzindo a estimativa de exportação de soja em 2,2%, mas elevando a projeção para o milho em 7,2%. O aquecimento da demanda externa pelo cereal brasileiro foi evidenciado pela recente aquisição de 65 mil toneladas por um grupo de compradores de Taiwan, conforme relatado por traders do setor.

O aumento no volume de milho direcionado aos portos afeta diretamente a disponibilidade interna do grão, enxugando a oferta no mercado físico nacional. Para os frigoríficos e produtores independentes, o desafio atual consiste em equilibrar a pressão de margem gerada pela dificuldade de repasse dos preços da carne suína no atacado com a necessidade de garantir estoques estratégicos de milho, aproveitando o momento de baixa nas cotações da soja para otimizar os custos de alojamento dos animais.

Da Redação

Assuntos Relacionados
boletimSImercadoNews
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329