Dólar mais fraco reduz a paridade de exportação, e produtores aceitam vender por menos para fazer caixa; para avicultores e suinocultores, o cenário é de alívio no custo da ração
Oferta elevada e queda dos preços externos derrubam cotações do milho

Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, pressionados pela grande disponibilidade do grão. Segundo o Cepea, a retração das cotações internacionais e a desvalorização do dólar também reduziram a paridade de exportação, o que contribui para as baixas no mercado interno.
Análise do mercado (26/10)
O fato do período: Com oferta elevada, perspectiva de boa safra e preços externos em queda, o milho perde valor no mercado interno e nos portos, com compradores cautelosos e produtores mais flexíveis nas negociações.
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- Compradores cautelosos: Segundo pesquisadores do Cepea, os compradores acompanham o ritmo da semeadura antes de fechar novos negócios. Apesar do grande volume de chuvas, o plantio avança de forma satisfatória, o que mantém as boas previsões de oferta para os próximos meses.
- Vendedores mais flexíveis: Os produtores estão aceitando negociar com mais facilidade, seja por receio de novas quedas, seja pela necessidade de fazer caixa.
- Queda mais forte nos portos: Os preços nos portos também recuaram, e em ritmo mais intenso que no interior, pressionados pela queda das cotações futuras e do dólar na última semana.
Para avicultores e suinocultores, a queda do milho, principal ingrediente da ração, representa um alívio nos custos de produção. O alívio é especialmente importante para a suinocultura, que vinha recuperando as margens com a alta do suíno vivo, e para a avicultura, que enfrenta a incerteza dos embargos após os focos de Newcastle em Santa Catarina. O comportamento do dólar e o andamento da safra de verão vão definir se a tendência de baixa se mantém nas próximas semanas.
Da Redação, com informações do Cepea
























