Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,57 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,63 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,32 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.158,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.092,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,71 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,57 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,60 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 171,02 / cx
Mercado Global

Crise de fertilizantes eleva preços de alimentos no mundo todo

Os preços globais dos alimentos subiram mais de 30% nos últimos 12 meses, para o maior nível em uma década, na esteira dos efeitos da mudança climática que destroem safras e do impacto da pandemia na produção.

Crise de fertilizantes eleva preços de alimentos no mundo todo

Fertilizantes são tão vitais para o cafezal de Walter do Carmo Pádua Jr. que ele não consegue imaginar a produção dos grãos sem o insumo.

Mas conseguir o produto nunca foi tão difícil em seus 20 anos como agricultor diante dos preços recordes dos fertilizantes, na mais recente ameaça à segurança alimentar.

Em Minas Gerais, centro de produção de café do maior exportador mundial, Pádua ainda espera a entrega de cerca da metade dos fertilizantes comprados há cinco meses.

Depois de perder aproximadamente 40% da safra no ano passado devido à seca, sua fazenda foi atingida por geadas. Os cafeeiros foram muito afetados, e ele teme que a produção na próxima temporada seja ainda menor do que a anterior caso não receba os fertilizantes necessários.

“Isso é comida para o café”, disse Pádua. “Tudo dá errado até mesmo quando usamos fertilizantes. Pode imaginar se eu não usar?”

Os problemas não poderiam ter surgido em pior momento para as cadeias de suprimentos agrícolas. Os preços globais dos alimentos subiram mais de 30% nos últimos 12 meses, para o maior nível em uma década, na esteira dos efeitos da mudança climática que destroem safras e do impacto da pandemia na produção.

Ao mesmo tempo, cerca de um décimo da população mundial já não tem o que comer. Com a crise de fertilizantes, as principais culturas básicas – milho, arroz e trigo – estão ainda mais ameaçadas, elevando o subíndice Bloomberg Grains Spot em cerca de 4% no último mês.

A culpada é a crise de energia.

Fertilizantes à base de nitrogênio, o nutriente mais importante das lavouras, são produzidos por meio de um processo que depende do gás natural ou carvão. A oferta desses combustíveis agora está muito apertada, obrigando fábricas de fertilizantes na Europa a reduzir a produção ou, em alguns casos, fechar.

Além disso, a China limitou as exportações para garantir o abastecimento doméstico. Isso se soma às elevadas taxas de frete, aumento de tarifas e condições climáticas extremas, que causaram disrupção nas exportações globais.

É difícil mensurar a importância dos fertilizantes para o abastecimento alimentar. Até alimentos orgânicos usam esterco e outros nutrientes. Mas fertilizantes sintéticos são os que têm o maior peso na produção de alimentos.

Desde o início da fabricação de fertilizantes sintéticos há pouco mais de um século, a população mundial cresceu de cerca de 1,7 bilhão para aproximadamente 7,7 bilhões, em grande parte graças à enorme produtividade das safras. Alguns especialistas até estimaram que a população global corresponderia à metade do número atual sem o fertilizante de nitrogênio.

Com os choques de oferta sem precedentes e preços recordes nos mercados de fertilizantes, a inflação de alimentos dispara no mundo todo.

Os futuros globais das commodities já refletem essa pressão. Os preços de referência do trigo subiram para o nível mais alto desde 2012, o café está perto da máxima dos últimos anos, e o milho também avançou.

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