Associação apontou que a carne de frango brasileira não atende as mesmas medidas rigorosas que os produtores europeus
Entidade avícola da UE critica acordo com Mercosul

O setor avícola europeu teceu críticas ao acordo comercial, anunciado na última sexta-feira (28), em Bruxelas, entre o Mercosul e a União Europeia. Em nota, a AVEC – entidade porta-voz do setor produtivo de frango na Europa – apontou que o Brasil será o maior beneficiado pela medida, uma vez que já exporta em torno de 500 mil toneladas ao ano para os países do bloco. A entidade ainda apontou que a carne de frango brasileira não cumpre as mesmas medidas rigorosas que os produtores europeus.
De acordo com a AVEC, “recompensar o Brasil com quotas adicionais significativas para exportar carne de frango para a UE é totalmente inaceitável”. Em um ponto de vista, a associação afirma que os consumidores serão prejudicados, uma vez que desejam saber a origem da carne que consomem. Isso porque a maior parte do produto oriundo do Brasil é destinada a restaurantes e cantinas, onde a indicação de origem da carne não é obrigatória.
Outro ponto, segundo a entidade, é que a possível remessa de mais produto brasileiro é um risco também para mais de 300 mil pessoas que trabalham no setor avícola europeu. “As perdas de emprego decorrentes deste contrato terão impacto significativo nas áreas rurais onde a maioria desses empregos está localizada”, afirma a entidade.
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A ABPA rebateu a entidade, apontando que os dados de exportação estão incorretos. Segundo a entidade brasileira, o país exporta 240 mil toneladas anuais para a Europa. Além disso, a associação ressalta que o produto nacional possui um dos melhores padrões de qualidade do mundo.





















