O volume colhido, que foi de 17,3 milhões de toneladas em 2015 e não deve passar de 16,2 milhões, em 2016.
Produção agrícola de MS deve cair 6% com atraso em plantio de milho

Apesar de aumento na área destinada à agricultura, Mato Grosso do Sul deve ter retração na produção da safra deste ano. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) prevê variação positiva de 1,5% na extensão plantada e queda de 6,1% no volume colhido, que foi de 17,3 milhões de toneladas em 2015 e não deve passar de 16,2 milhões, em 2016.
O montante é impactado fortemente pela cultura do milho, que deve retrair a produção em 13%, passando de 9,7 milhões de toneladas para 8,4 milhões de toneladas, caso se confirme a projeção do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (7) pelo IBGE. A queda estimada decorre do atraso no plantio do milho segunda safra em parte da região sul, que ocorreu em função do retardo na colheita da soja.
Apesar de a cultura de soja estar com atraso na colheita e contabilizar perdas em função das chuvas que afetaram a região que concentra a produção, nos últimos meses; espera-se aumento de 3,8% na produção do grão. O volume deve passar de 7,3 milhões para 7,5 milhões, segundo o instituto. Conforme a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), as máquinas colheitadeiras passaram por 81% da área total até agora. Houve aumento de área, também na casa de 3%. São 2,4 milhões de hectares do grão em MS.
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Áreas inteiras de soja deixaram de ser colhidas devido ao volume de grãos estragados pelas chuvas ou pelos alagamentos, que impediam a entrada das máquinas. Estradas danificadas prejudicaram ainda o transporte entre fazendas e armazéns. Nestas áreas o milho foi semeado sobre a soja não colhida, de acordo com relatos de produtores. A região com perdas em função das chuvas ainda não foi quantificada pela Conab.
Para a cana-de-açúcar não é esperada diferença entre o total processado na safra passada e na atual. A projeção é de 51,2 milhões de toneladas vindas de 692 mil hectares.
O algodão deve diminuir a produção de 137,7 mil toneladas para 132 mil toneladas, diferença de 4,2%. A retração se deve a área que contabiliza redução de 2,4%. A cultura de trigo deve contabilizar redução de 12% na produção, mesmo mantendo a área plantada. O volume deve passar de 31,7 mil toneladas para 27,9 mil toneladas.
Menos expressiva no Estado, a cultura do feijão também deve registrar queda, passando a produção de 27 mil toneladas para 25 mil toneladas, diferença de 7,%. Entre uma safra e outra, cai ainda o volume de mandioca, para a qual espera-se retração de 19% na área plantada e 22% no produzido, que passa de 1 milhão de toneladas para 777,6 mil quilos.























