Registro implica na adoção pelas granjas de medidas de biosseguridade de prevenção à influenza aviária
Metade das granjas avícolas de Minas já se registraram junto ao IMA

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) contabilizou até a primeira quinzena deste mês um total de 1253 granjas registradas junto ao Instituto, de um total de 1904 destes estabelecimentos que estão ativos no estado. Das restantes 35%, a maior parte assinou com o IMA o termo de compromisso pelo qual terão o prazo de um ano para regularizar a sua situação. O registro implica a adoção, pelas granjas, de medidas de biosseguridade de prevenção à influenza aviária, ou gripe do frango
O registro está previsto na Portaria 1555 de autoria do IMA e publicada em 15 de dezembro de 2015 no Diário Oficial – jornal “Minas Gerais”. A portaria estabelece a obrigatoriedade do registro, junto ao Instituto, das granjas de frango e peru de corte e de galinha de postura, além dos estabelecimentos de criação de outras aves como codorna e faisão, destinadas à produção de carne e ovos para consumo humano.
A médica veterinária e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola do IMA, Izabella Hergot argumenta que “além dos prejuízos econômicos para os avicultores, uma vez que o plantel infectado deverá ser sacrificado, existe o risco de contaminação de pessoas, tendo em vista que a doença é uma zoonose e pode ser transmitida aos seres humanos. Daí a necessidade do Brasil e dos estados agirem para prevenir a entrada do vírus no país”, pondera.
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O IMA elaborou e disponibiliza gratuitamente no seu site (www.ima.mg.gov.br) uma cartilha com o passo a passo para a adoção dessas medidas preventivas.
Plano de ação
O IMA se prepara também para o enfrentamento do surgimento da doença no estado. Para isso, realizou no final de maio e início de junho encontro em Uberlândia quando foi elaborado o plano de ação do estado de Minas Gerais frente à suspeita de ocorrência de influenza aviária. Na prática, o plano adéqua as ações de Minas ao Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Participaram da elaboração do plano cerca de 30 médicos veterinários do IMA com atuação em regiões consideradas polos de produção avícola no estado, além de representantes do Mapa.
Entre as ações previstas a partir de uma notificação de suspeita de ocorrência de influenza aviária estão a vistoria imediata nas propriedades em busca de sinais clínicos ou indícios de alta mortalidade que fundamentem a suspeita de ocorrência; a coleta de material para diagnóstico laboratorial e a rastreabilidade de aves e ovos da granja onde houve a ocorrência no período de 21 dias anteriores à notificação da suspeita.





















