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Agronegócio

Soberano III inclui exportadores do agronegócio e setor de fertilizantes

Com orçamento de R$ 18,5 bilhões, nova fase do programa estende crédito a cooperativas, pesca, mineração e produtores atingidos pelo tarifaço norte-americano

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Soberano III inclui exportadores do agronegócio e setor de fertilizantes

O governo federal anunciou a ampliação do Plano Brasil Soberano III para incluir no radar de financiamentos os setores agrícolas, de pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e fertilizantes. A medida foi formalizada após a sanção do Projeto de Lei de Conversão nº 7 (originado da Medida Provisória nº 1.345).

Ao todo, o programa disponibilizará R$ 18,5 bilhões em crédito — sendo R$ 13,5 bilhões aportados pelo Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões pelo BNDES — para socorrer produtores e indústrias impactados por tarifas comerciais dos EUA, protecionismo global e conflitos geopolíticos.

Escopo ampliado e destinação dos recursos

Com a nova legislação, cooperativas e associações vinculadas ao setor produtivo rural, além do segmento de mineração, também passam a ter acesso às linhas de crédito.

Os recursos poderão ser aplicados em:

  • Capital de giro: Manutenção da liquidez e do fluxo de caixa operacional.

  • Investimentos produtivos e BK: Aquisição de bens de capital e modernização de instalações.

  • Inovação e conformidade: Adequação de produtos e processos a exigências do comércio internacional, incluindo requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais e de rastreabilidade.

  • Diversificação: Prospecção e abertura de novos mercados compradores.

No agronegócio, produtos diretamente atingidos pela Seção 301 das barreiras norte-americanas — como madeira, papel e açúcar — terão acesso a todas as modalidades de financiamento disponíveis no pacote. Por sua vez, setores estratégicos como fertilizantes, máquinas e equipamentos terão acesso focado nas linhas de investimento e bens de capital (BK).

Condições e taxas das linhas de financiamento

O programa estruturou custos financeiros diferenciados conforme a modalidade da operação:

  • Minerais Críticos e Transformação Mineral: 3% ao ano

  • Investimento Produtivo: 6,5% ao ano

  • Bens de Capital (BK): 8% ao ano

  • Giro MPME (Micro, Pequenas e Médias Empresas): 8,3% ao ano

  • Giro Exportação: 8,3% ao ano

  • Giro Grandes Empresas: 9,8% ao ano

Fonte: CNN

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