Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Economia

Planejamento é fundamental para novas fontes de energia

Mudanças na matriz brasileira dependem de estratégia de longo prazo e complementaridade

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Planejamento é fundamental para novas fontes de energia

Os executivos Zilmar de Souza, Márcio Drummmond e Alexandre Lisboa no seminário Diálogos Capitais: Energia LimpaVoltar a pensar em planejamento energético é fundamental para inserir novas fontes de geração de energia na matriz energética brasileira. A avaliação é do gerente de bioeletricidade da Única, a entidade que reúne a indústria da cana-de-açúcar, Zilmar de Souza.

Segundo ele, falta resgatar o real interesse em diversificar as fontes de energia. Hoje há 360 usinas que geram energia a partir dabiomassa – palha e bagaço da cana – para consumo próprio do setor, mas que o excedente é oferecido ao sistema integrado brasileiro. Hoje, 4% do consumo total do País vem da biomassa.

No entanto, a perspectiva não é boa. Em 2010, após o leilão de 2009 para contratação dessa energia, foram inseridos no sistema 1750 megawatts, número que cai para 800 megawatts em 2016 e deve se reduzir para 100 megawatts anuais a partir de agora.

“O leilão é a principal porta de entrada de um nova fonte de energia no sistema. Para que saiamos desse stop-and-go é fundamental construirmos uma base institucional adequada”, defende.

A biomassa entra também na ideia de se pensar o portfólio da geração de energia de maneira mais abrangente.

“A biomassa é um produto capaz de gerar energia próxima do centro consumidor, já que a produção está no centro-sul do país e ajuda a fortalecer também a geração solar e eólica, pois não é uma fonte intermitente”, afirma.

A intermitência da geração de energia pelo vento ou pelo sol é uma preocupação quando se fala em fontes de energia limpa. Para Márcio Drummmond, gerente da área de comercialização da Cemig, é problemático quando a matriz energética passa a contar com cerca de 30% de fonte intermitente.

A segurança energética corre risco. Por isso, o desafio é manter a expansão eólica e solar mas sem deixar de lado energia base, que é no Brasil é a hidrelétrica, fundamental para a segurança energética.

“É preciso sempre contar com a geração em escala. Ou se expande os reservatórios das usinas hidrelétricas ou partimos para fóssil ou nuclear, o que não é desejável”, avalia.

Ele se declara totalmente a favor do crescimento da presença das energias solar e eólica, mas acredita que ainda há potencial a ser explorado na hidrelétrica , também considerada limpa apesar dos impactos ambientais causados na construção das usinas.

O executivo reconhece que há dificuldades em manter a economia ativa com recursos limpos, por isso defende a expansão dos reservatórios.

Para ilustrar, ele dá o exemplo de uma pessoa que mora sozinha e tem uma caixa d’água. Se a família aumenta, ela passa a ser insuficiente. O mesmo acontece com a capacidade hidrelétrica e o crescimento da população e da economia.

“A potência eólica e solar é intermitente, depende da força do sol e do vento, e não consegue sobreviver sem as energias de grande escala. E há décadas não se expande os reservatórios.”

Na equação para garantir a segurança de um sistema com um enorme potencial de agregar novas fontes de energia, a biomassa também entra para somar.

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