Cooperativa muda razão social 18 anos após venda da marca “Batavo” para a BRF para destacar-se mais no mercado brasileiro.
Ex-Batavo, Frísia Cooperativa Agroindustrial comemora 90 anos e quer fortalecer marca própria

A Batavo Cooperativa Agroindustrial passa a se chamar Frísia Cooperativa Agroindustrial. A mudança de denominação foi oficializada em agosto – mês em que a cooperativa completa 90 anos – e anunciada ontem (06/08) para jornalistas durante inauguração da nova Unidade de Produção de Leitões (UPL) da Frísia em Carambeí (PR).
De acordo com o presidente da cooperativa, Renato Greidanus, a transição de nomes é parte de estratégia da empresa para fortalecer sua marca própria no mercado brasileiro 18 anos após a venda da marca “Batavo” para a BRF por R$ 256 milhões. “Como não somos mais proprietários da marca Batavo para produtos no varejo, há uma grande confusão de nomes, o que é prejudicial para a gente no que diz respeito a manifestações de consumidores na internet e até no recebimento de notificações para explicar determinado produto que não é mais do nosso portfólio”, pontua Greidanus, que garante a venda da marca foi uma decisão acertada. “A comercialização da Batavo foi mais um exemplo de que a cooperativa vive em constante transformação e adaptação do mercado, características que fazem com que ela chege aos 90 anos com destaque, sem perder sua essência”, diz o presidente da Frísia, destacando que a cooperativa possui produtos próprios nas gôndolas do varejo.
Frísia
Segundo Greidanus, o nome Frísia foi escolhido devido a sua origem holandesa. Assim como Batavo remetia a Batavia, região localizada onde são hoje os Países Baixos. “Mas é importante frisar que não somos uma cooperativa apenas formada por holandeses e seus descendentes. Somos formados pela mescla do povo brasileiro, comprometido com o trabalho e a qualidade do que é feito aqui”, conclui.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura brasileira se despede de Dico Carneiro, fundador da Cialne
- •Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril
- •Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura























