Entre os defensores da rotulagem estão críticos radicais aos transgênicos e defensores do direito do consumidor de saber o que os alimentos que consomem contêm.
Rotulagem é motivo de batalha acalorada
Na acalorada batalha que se trava nos EUA em torno da rotulagem obrigatória de alimentos que contêm ingredientes transgênicos, as grandes empresas agrícolas e de alimentos conseguiram até agora sair vitoriosas em plebiscitos em dois Estados do país – Washington e Califórnia. Connecticut e Maine aprovaram legislações prevendo rotulagem no ano passado, enquanto outros Estados ainda precisam referendar sua própria legislação para que a regulamentação entre em vigor.
Entre os defensores da rotulagem estão críticos radicais aos transgênicos e defensores do direito do consumidor de saber o que os alimentos que consomem contêm. Eles destacam o poder financeiro dos que defendem o “não” – e são, portanto, contra a rotulagem -, que gastaram mais de US$ 45 milhões para derrotar a proposta da rotulagem no plebiscito da Califórnia em 2012 e outros US$ 22 milhões no de Washington no último mês de novembro.
Multinacionais de biotecnologia como Monsanto, DuPont e Dow dizem que a rotulagem é uma tática dos críticos que querem estigmatizar os alimentos transgênicos, enquanto indústrias de alimentos reclamam dos custos necessários para a rotulagem. Nesse contento, as alas pró e contra a rotulagem se preparam para a próxima fase do debate.
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O Centro de Segurança Alimentar dos EUA, contrário aos transgênicos, prevê que mais de 30 dos 50 Estados americanos adotarão a rotulagem em 2014. Já a Grocery Manufacturers Association, que representa produtoras de alimentos embalados, e 30 outros grupos de alimentos e do agronegócio fazem lobby por uma legislação federal que autorize a rotulagem facultativa e para barrar novas votações estaduais.





















