Depois de crescer quase 80% em dois anos, empresa inaugura complexo experimental para estreitar as relações com produtores e ampliar a base de clientes.
Ourofino em expansão acelerada
Depois de acelerar seu crescimento nos últimos anos com a entrada no segmento de defensivos, a Ourofino Agronegócio, maior empresa de capital nacional do segmento de saúde animal, acaba de inaugurar um complexo experimental no interior paulista que poderá estreitar sua relação com produtores rurais, ampliar sua base de clientes – e, claro, impulsionar os negócios.
Segundo Dolivar Coraucci, presidente da divisão de saúde animal da empresa, a nova Fazenda Experimental Ourofino – “um sonho antigo” que começou a tomar forma em 2011 -, absorveu investimentos de R$ 15 milhões até dezembro do ano passado. Localizado em uma área de 500 hectares no município paulista de Guatapará, a 50 quilômetros da sede da companhia, em Cravinhos, o complexo conta com um centro de treinamento e capacitação, um centro de pesquisa veterinária e outro de pesquisa agrícola e uma área para a criação de gado nelore de elite.
“Somos uma empresa focada em tecnologia pela própria natureza do nosso negócio. Com a Fazenda Experimental, ampliaremos nossas pesquisas e colaboraremos para a formação dos produtores, de modo que eles possam tirar dos produtos desenvolvidos seus melhores resultados”, afirma Coraucci. Segundo ele, a propriedade na qual foi instalado o complexo foi arrendada por 20 anos, e os investimentos necessários para mantê-lo deverão alcançar até R$ 6 milhões por ano.
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O projeto nasce depois de a Ourofino quase ter dobrado de tamanho em dois anos. Resultados ainda preliminares indicam que a receita líquida da empresa alcançou R$ 694 milhões no ano passado, com crescimentos de 33% em relação a 2012 e de 75% na comparação com 2011. O salto veio depois que a companhia começou a atuar em defensivos – “um segmento de outra dimensão”, como lembra Coraucci.
Mas, segundo ele, a área de saúde animal ainda é o carro-chefe da Ourofino. Em 2013, a receita líquida da divisão foi de R$ 384 milhões, conforme os resultados preliminares. Mas na área de defensivos, que respondeu pela fatia restante no ano passado, o potencial de crescimento é maior, apesar das dificuldades no processo de registro de agrotóxicos no país. Atualmente, a empresa tem 14 produtos registrados – dez no mercado – e mais de 40 na fila das autoridades responsáveis em Brasília.





















