Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,20 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,05 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,98 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.249,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.089,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 200,57 / cx
Empresas

Brasil ganha espaço no mapa da DuPont

País já responde por 25% das vendas globais de defensivos da empresa, que somam US$ 3,5 bilhões.

Compartilhar essa notícia

A multinacional americana DuPont tem apertado o passo na tentativa de conquistar uma fatia mais polpuda do mercado de defensivos agrícolas do Brasil, que já contribui com cerca de 25% do faturamento global de US$ 3,5 bilhões da divisão da múlti responsável por esse segmento. A companhia aposta em sua área de pesquisa e desenvolvimento para ampliar o portfólio e saltar da quinta para a terceira posição, em até dois anos, no ranking das maiores de agroquímicos do país, que há anos é liderado pela suíça Syngenta.

“O mercado brasileiro é muito robusto e encorajador”, disse Rik Miller, presidente da divisão de defensivos agrícolas da DuPont, ao Valor. Segundo ele, a empresa opera em 130 países, mas o Brasil está entre os “top five” e tem “extrema importância” não apenas para o portfólio existente, mas também para os próximos lançamentos. “Vim ao país para olhar as oportunidades de crescimento que temos e pensar em uma estratégia de longo prazo”, afirmou Miller durante visita ao centro de pesquisa em Paulínia (SP), unidade de referência mundial da companhia em soja, cana e café.

O intenso fluxo de executivos globais da DuPont a caminho do Brasil nos primeiros meses de 2014 chama a atenção e sugere que são mesmo grandes as apostas da empresa no país. Miller veio no fim da semana passada, na companhia da diretora de tecnologia Kathleen Shelton, que lidera a área de pesquisa de agroquímicos da múlti. A CEO mundial do grupo, Ellen Kullman, deverá desembarcar no país na semana que vem, depois do vice-presidente-executivo James Borel ter feito o mesmo em fevereiro.

A justificativa para tamanho interesse também passa pela reestruturação promovida pela DuPont em outubro de 2013, quando a tradicional área de químicos foi separada do restante da companhia e o foco foi redirecionado para o campo – o que transformou os defensivos em um “elemento decisivo” para a empresa, conforme Miller.

No ano passado, esses produtos foram responsáveis por quase 10% da receita total da DuPont, de US$ 36,1 bilhões (todo o segmento agrícola, que combina ainda o negócio de sementes, representou 32% desse montante). No Brasil, a empresa registrou um faturamento de R$ 850 milhões com as vendas de agroquímicos, um crescimento de 35% na comparação com 2012 – e o objetivo é continuar a crescer na casa dos dois dígitos por ano.

Globalmente, a expectativa da DuPont é que sua divisão de defensivos ajude a “empurrar” a operação agrícola como um todo a crescimentos médios anuais de 8% a 10% em receita e 15% em lucro nos próximos cinco anos.

As projeções da companhia embutem um ritmo mais acelerado do que sinalizam as estimativas para o restante do segmento. De acordo com Miller, o mercado mundial de defensivos movimenta atualmente cerca de US$ 50 bilhões e a previsão é que cresça entre 4% e 5% por ano. Entretanto, nos últimos três anos, acrescenta o executivo, esse mercado cresceu até mais rapidamente, por conta da valorização das commodities e da demanda por insumos que pudessem ajudar a ampliar a produtividade.

“Não acreditamos que os preços das commodities continuarão nessa tendência [de forte alta], mas as necessidades básicas de insumos para produzir mais alimentos persistirão. Precisamos produzir mais alimentos, com mais qualidade, em menos tempo e em menos hectares”.

Para tentar dar conta dessa equação, a DuPont decidiu há uma década reforçar seu “pipeline” (conjunto de produtos em desenvolvimento) de agroquímicos. Miller não revela detalhes, mas diz que 60% dos investimentos feitos anualmente pela companhia (o equivalente a US$ 1,1 bilhão) são destinados a pesquisas agrícolas.

A “menina dos olhos” da DuPont nessa nova safra de moléculas é o Rynaxypyr, lançado há três anos e usado no combate a lagartas da soja e do algodão (inclusive a helicoverpa). Mas as expectativas são grandes também com o Cyazypyr, inseticida direcionado à cultura do café – e que já está há quatro anos “na fila” à espera de aprovação no Brasil. “Temos um fungicida e alguns herbicidas que trabalhamos por conta do desafio com variedades resistentes ao glifosato, mas esses levarão mais tempo”, afirmou a diretora Kathleen Shelton.

Segundo ela, a meta da DuPont é introduzir ao menos um novo produto por ano. “Temos trabalhado duro, não só para criar moléculas, mas para fazer com que elas avancem no pipeline, o que requer testes de toxicologia, a campo, otimização da formulação e das aplicações”.

A múlti calcula que os novos agroquímicos que serão lançados têm um potencial de vendas de mais de US$ 1 bilhão nos próximos anos. “Mais importante ainda será a entrada dos produtos já lançados em novos mercados e a oportunidade de aumento de market share que isso trará”, afirmou Miller.

Assuntos Relacionados Brasil
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 71,20
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 121,05
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 127,27
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,13
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,98
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,65
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,64
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,79
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 183,01
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 200,46
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 207,88
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 223,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 174,01
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 201,78
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,81
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,87
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.249,19
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.089,90
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 227,84
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 196,95
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 187,56
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 200,57
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341