Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 72,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,28 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,36 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,04 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.223,46 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.091,17 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 224,93 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
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Economia

Engorda de frangos é a atividade mais rentável para o agricultor

O único concorrente em termos de renda líquida é o café.

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Engorda de frangos é a atividade mais rentável para o agricultor

A engorda de frango, que tem peso na economia de vários municípios da região de Maringá, principalmente, dos que estão sobre o solo arenoso do Arenito Cauiá, mais uma vez é o produto que melhor remunera o produtor rural, além de proporcionar a garantia de mercado certo e que não sofrerá qualquer alteração em virtude de mudanças climáticas. O único concorrente em termos de renda líquida é o café, que paga bem, porém sofre com o sobe e desce do mercado, estiagens prolongadas, excesso de chuva e, o que é mais temido pelos produtores, as geadas.

“Se eu tiver que aconselhar alguma cultura para um proprietário de terras, vou sugerir soja e milho para uma grande área, mas para pouca terra o ideal é a criação de frangos, mas deixarei claro que a atividade somente será lucrativa se houver empenho do produtor”, destaca o economista Dorival Basta, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura, ao analisar a renda proporcionada pelas principais culturas exploradas no noroeste do Paraná.

O avicultor Francisco Carlos Munhoz Arroyo, que tem dois barracões produzindo 33 mil frangos, cada um, a cada dois meses, próximo a Munhoz de Mello, concorda com Basta e acrescenta que produtor que quiser se dar bem nesta atividade precisa ser detalhista. “Um ponto fundamental é ter mão de obra especializada e pagar bem a quem vai cuidar dos barracões”, ressalta. O casal Dalvina e Joaquim dos Santos, que são os olhos e os braços de Arroyo na granja, recebeu 12% do lucro do patrão e no primeiro ano de trabalho trocaram a bicicleta por um carro seminovo. “Dá muito trabalho sim, mas é uma atividade boa para quem gosta”, diz Dalvina.

Segundo Arroyo, as despesas são muitas, como a da energia elétrica, que chega a R$ 3 mil, por barracão, em uma ‘granjada’ e lenha para aquecimentos dos pintos. No caso dele, no intervalo de 45 dias, cada barracão proporciona uma renda bruta entre R$ 25 mil e 28 mil e ele recebe entre R$ 5 mil e R$ 8 mil limpos. Contando seis ‘granjadas’, por ano, os dois barracões do agricultor rendem um lucro de cerca de R$ 80 mil.

Arroyo adverte, no entanto, que o lucro é proporcional aos investimentos. “A granja tem que ser top. Enquanto alguns podem faturar bem, por ano, em um hectare, os que não forem criteriosos talvez não consigam nem pagar o financiamento”, opina.

Na cafeicultura, apesar dos riscos, um plantio bem cuidado também é garantia de bons lucros. O agrônomo Roberval Simões Rodrigues afirma que produtores de ponta chegam a ter até R$ 13,5 mil em despesas, por hectare, em uma safra, mas conseguem uma rentabilidade bruta acima de R$ 20 mil, o que garante uma renda líquida próxima de R$ 7 mil, por hectare. A média na região, porém, está bem abaixo, porque há produtores que mal cobrem os custos.

A mandioca, que predomina no Arenito e é explorada tanto por pequenos quanto por médios e grandes proprietários, foi um dos produtos mais lucrativos do último ano agrícola, proporcionando uma renda líquida de R$ 6,5 mil, por hectare, em média, mas os produtores estão com dificuldades para encontrar mão de obra e, temendo não contar com braços suficientes na hora da colheita, limitam as áreas de plantio. A falta de mão de obra limita também a produção de hortaliças e de uva, que também proporcionam boa rentabilidade ao produtor.

“O produtor de áreas mecanizadas não vão deixar o milho, mesmo quando ele não é lucrativo”, diz o produtor José Antônio Borghi. De acordo com ele, no último ano agrícola, o cereal acarretou em prejuízo para alguns e lucrativo para outros. “Quem vendeu logo depois da colheita da safrinha, vendeu mal, pois o preço estava em torno de R$ 17, a saca, o que mal cobria os custos de produção, mas problemas ocorridos na safra dos Estados Unidos elevou os preços no Brasil e quem vendeu entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano alcançou até R$ 25, a saca”.

Outro produto que decepcionou foi o leite. A pecuária leiteira geralmente proporciona bom rendimento líquido ao pequeno proprietário rural, mas no último ano rural o produtor mal conseguiu cobrir o custo de produção, segundo Aparecido Vieira, que há 26 anos cria gado leiteiro em Colorado.

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