O mercado de suínos continua causando euforia ao mesmo tempo que traz preocupação e ansiedade aos atores da cadeia produtiva.
Recorde da cotação do suíno vivo e queda do preço do milho causam euforia e ansiedade na suinocultura

Depois de 6 meses de quedas contínuas nas cotações do milho, responsável por quase metade de todo custo de produção de uma granja de ciclo completo, e 4 meses de recordes sucessivos nas cotações do animal vivo, o mercado de suínos continua causando euforia ao mesmo tempo que traz preocupação e ansiedade aos atores da cadeia produtiva.
Euforia pelo fato do momento atual não ter comparação histórica no mercado, não somente devido ao preço do animal vivo ter atingido há quase um mês o recorde nominal e real de preço de todos os tempos, mas também pelo fato do principal insumo da produção, o milho, ter reduzido suas cotações, mês após mês, desde março. No entanto, o momento é também de preocupação com o futuro, pois ninguém sabe precisar até quando os bons ventos do mercado continuarão a impulsionar o transatlântico da suinocultura brasileira.
O certo é que as cotações do suíno vivo já entraram no patamar da especulação, e se no presente não há muito para ser feito além de aproveitar o atual estágio da atividade, para o futuro é necessária uma discussão ampla entre produtores, indústrias e agentes de mercado do que é necessário fazer para evitar que o aquecimento dos preços não se transforme em fricção excessiva e produza fumaça no longo prazo.
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