Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,94 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,61 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,99 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,45 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,00 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.453,63 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,88 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
Destaque Todas Páginas
Manejo

Aclimatação de leitoas é estratégica para estabilidade sanitária e desempenho do plantel, destaca especialista

Luciano Brandalise aborda os efeitos da preparação sanitária das fêmeas de reposição sobre a saúde e a produtividade das granjas

Compartilhar essa notícia
Aclimatação de leitoas é estratégica para estabilidade sanitária e desempenho do plantel, destaca especialista

A introdução de leitoas de reposição representa um dos principais pontos de atenção para a manutenção da estabilidade sanitária dos plantéis suínos. Além de evitar a entrada de doenças, o desafio envolve preparar esses animais para as condições epidemiológicas específicas da granja de destino, reduzindo riscos sanitários e produtivos ao longo dos ciclos seguintes.

O tema foi abordado pelo médico veterinário Luciano Brandalise, consultor técnico comercial da Agroceres PIC aa palestra “Sincronia Sanitária: o impacto da aclimatação de leitoas na estabilidade do planteAgroceres PICl”, Brandalise discutiu critérios e evidências relacionados ao processo de aclimatação das fêmeas de reposição.

Segundo o especialista, a evolução do status sanitário das granjas multiplicadoras de material genético ampliou a disponibilidade de leitoas livres de agentes de importância econômica. Como consequência, tornou-se mais frequente a introdução de animais negativos em plantéis positivos, condição que exige maior planejamento para compatibilizar o status sanitário da reposição com os desafios presentes na propriedade.

 Aclimatação e estabilidade sanitária

A aclimatação tem a função de promover a adaptação imunológica das leitoas à microbiota e aos agentes presentes na granja de destino. “A aclimatação é a ferramenta que transforma a reposição em estabilidade”, afirma Brandalise. “O objetivo é fazer com que essa exposição ocorra de maneira planejada e em período adequado, permitindo que as fêmeas cheguem aos momentos de cobertura e parto com menor desafio sanitário”.

Entre os exemplos apresentados está o Mycoplasma hyopneumoniae, agente associado à pneumonia enzoótica. “Estudos conduzidos em condições brasileiras mostraram que, após a introdução de leitoas negativas em granjas positivas, foram necessários entre 23,9 e 69,4 dias para que 95% das fêmeas apresentassem ao menos uma detecção positiva do agente por PCR. Para a soroconversão de 95% do rebanho, o intervalo observado variou de 37,9 a 121,7 dias”, explica.

Os resultados reforçam, segundo Brandalise, a importância de iniciar a aclimatação o mais cedo possível e de trabalhar com protocolos definidos. De acordo com o especialista da Agroceres PIC é preciso considerar quatro pilares: vacinação, medicação, contato planejado com animais anteriormente alojados e mão de obra qualificada para executar e acompanhar corretamente todas as etapas.

Um dos pontos enfatizados é que o processo não deve ser definido apenas pela classificação do plantel como positivo ou negativo. “Não se aclimata uma leitoa para uma ‘granja positiva’; aclimata-se para agentes e condições epidemiológicas específicas da granja de destino”, ressalta.

Além do efeito sobre a estabilidade sanitária, os dados apresentados indicam reflexos sobre a reprodução. Fêmeas que não estavam excretando M. hyopneumoniae no momento da cobertura apresentaram incremento médio de 1,2 leitão no total de nascidos. Em análises mais específicas, a diferença chegou a 1,9 leitão nascido total em comparação com leitoas com maior nível de detecção do agente no momento da primeira inseminação.

Para Brandalise, a aclimatação deve ser entendida também pela perspectiva produtiva. “Investir em protocolos baseados em evidências permite alcançar a sincronia sanitária do plantel em todas as fases de produção, convertendo sanidade em desempenho produtivo e resultado econômico”, conclui.

Fonte: Agroceres PIC

Assuntos Relacionados
boletimSImanejo
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343