Ministro da Agricultura também declarou que não quer constranger a presidente Dilma Rousseff.
Geller afirma que não vai dividir o PMDB e agradece apoio
O ministro da Agricultura, Neri Geller, disse nesta segunda-feira (8/12), em encontro na Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo (SP), ser grato ao setor pelo apoio recebido, mas que não pretende dividir seu partido, o PMDB, nem causar constrangimento à presidente Dilma Rousseff, que pretende nomear a senadora Kátia Abreu (PDBM-TO) para o cargo. “Respeito a Kátia Abreu, que está sendo cogitada. Não vou dividir o setor, não vou dividir o meu partido e não vou causar constrangimento para a presidente”, disse em entrevista após almoço com representantes do setor na sede da entidade, em São Paulo.
O ministro disse que pretende trabalhar até o final do primeiro governo da presidente. Sobre a investigação que envolve dois irmãos seus, acusados de grilagem de terras em Mato Grosso, Geller minimizou o efeito que a operação Terra Prometida, desencadeada pela Polícia Federal, poderia ter sobre sua permanência no cargo. “Isso pode influenciar de forma positiva, porque eu não tive medo de responder a nenhuma pergunta. Nunca me escondi e eu não tenho lote lá”, afirmou.
Geller afirmou que a reforma agrária na região ocorreu em 1981, mas que na criação do município de Lucas do Rio Verde, em 1989, apenas seis assentados originários permaneciam na terra.
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O ministro é produtor de grãos em Lucas do Rio Verde (MT). “Em 20 anos você acha que todo mundo vai ficar no mesmo lugar? O direito de propriedade é constitucional”, defendeu. Ele repetiu que a regularização fundiária é um débito do país com o setor.
Aos líderes do agronegócio que almoçavam na SRB, Geller fez um pronunciamento de cerca de cinco minutos, destacando conquistas obtidas durante sua gestão, como a abertura de novos mercados para a proteína animal brasileira. Ele evitou, no entanto, atribuir resultados positivos ao desempenho do governo. “Todas as ações tiveram a voz e a orientação do setor dentro e esse espaço não podemos deixar de conquistar”, disse, ao se definir como líder classista e convocar maior participação dos representantes do agronegócio na apresentação de demandas necessárias para o crescimento do setor ao governo. “Falo isso como quem está, talvez, no final do mandato”, completou.





















