Atualmente, a produção da soja não geneticamente modificada é de 17 milhões de toneladas no Brasil.
Produtores de soja convencional se preparam para atender mercado chinês

O comunicado da China para aquisição de 10 milhões de toneladas de soja do Brasil pode ampliar o cultivo do grão convencional e ampliar a representatividade frente a transgênica. Atualmente, a produção da soja não geneticamente modificada é de 17 milhões de toneladas no Brasil, sendo cerca de 7 milhões de tonelada produzidas em Mato Grosso. “Temos condições de atender esse aumento da demanda, mas vai depender das sementeiras”, explica o diretor técnico da Associação Brasileira dos Produtores e Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), Ivan Paghi.
Segundo ele, os produtores estão com dificuldade de aquirir os grãos convencionais. “No momento de financiar a safra, o produtor fecha alguns pacotes com as revendas de insumos, mas nem sempre está incluso o grão convencional”. Ele destaca que as empresas de tecnologia transgênica tem mais barganha para incluir o seu produto nos pacotes, ao contrário do ocorre com as empresas fornecedoras de soja convencional.
Paghi ressalta que o mercado chinês é o maior consumidor de soja do mundo, representando mais de 60% das exportações da oleoginosa em Mato Grosso – que é o maior produtor do grão do Brasil. “Mas antes, para este mercado, não fazia diferença do grão convencional ou transgênico. Situação que mudou”. Além da China, o mercado não transgênico está na comunidade europeia, na Coreia, no Japão e em alguns países islâmicos.
Leia também no Agrimídia:
- •Paraná atinge recorde na produção de frango, suínos, bovinos, leite e ovos
- •Foco de Peste Suína no Piauí leva a abate de 17 animais enquanto Nordeste discute erradicação da doença
- •ABCS reforça agenda estratégica em articulação com o IPA e a FPA na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Nova ferramenta digital da Embrapa garante rastreabilidade no uso de dejetos suínos como biofertilizantes





















