Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,01 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,72 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.253,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 178,31 / cx
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Apenas 3% da soja do mundo é certificada, diz estudo da KPMG

Demanda fraca pelo selo e custos altos ao produtor são alguns entraves.

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Intitulado “O mapa do caminho para uma soja responsável: abordagens para elevar a certificação e reduzir riscos”, o documento afirma que o grão ainda está bem atrás quando comparado a outras commodities agrícolas com nível de certificação muito mais alto. Segundo o estudo, a produção de whitefish (um tipo de peixe comum no  Hemisfério Norte) já é 50% certificada. Em relação ao café, a certificação já abrange 16% do grão produzido mundialmente, enquanto que no óleo de palma atinge 14%.

O estudo — realizado em parceria com a Sustainable Trade Initiative (IDH), WWF, FMO (agência de financiamento ao desenvolvimento da Holanda) e o International Finance Corporation (IFC, braço de investimento do setor privado do Banco Mundial) — identifica as barreiras que impedem o crescimento da certificação da produção de soja e propõe um plano de ação. Entre essas barreiras estão a disponibilidade desigual de certificação e os custos altos, que muitos produtores não conseguem arcar. Alerta também para a falta de incentivos financeiros que encorajem a certificação do produto. “O payback médio para o produtor rural que busca a certificação é de três anos”, diz o estudo. “Para fazendas maiores, mais preparadas, é de até um ano”.

A fraca demanda do mercado por certificação é outro entrave importante. A China, maior importador mundial de soja, em geral não requer  protocolos socioambientais.

De acordo com Jerwin Tholen, da KPMG, “a indústria de alimentos, de ração animal e de biocombustíveis enfrentam riscos maiores com a demora nesse processo”. Por isso,  “recomendamos às empresas que avaliem o assunto e seu potencial impacto, e desenvolvam uma estratégia em resposta e um plano de ação”.

Esses potenciais impactos aos negócios devem-se ao fato de a cadeia da soja estar associada a problemas de ordem ambiental e social. O relatório lembra que a produção da oleaginosa está comumente ligada ao desmatamento de áreas sensitivas e a práticas trabalhistas pobres.

Segundo a organização ambientalista WWF, a produção dessa cultura foi responsável diretamente por pelo menos metade da derrubada de florestas nativas em regiões ameaçadas pelo mundo. “A busca pela certificação ajudaria a reduzir riscos reputacionais e comerciais”, diz.

Para Cassio Moreira, coordenador do programa de Agricultura e Meio Ambiente do WWF Brasil, a produção de soja, na forma atual, tem sido altamente questionável. “A soja foi identificada como um fator-chave para a destruição do Cerrado brasileiro, a savana biologicamente mais rica no mundo, e pelas florestas tropicais. Além disso,as condições trabalhistas nas lavouras de soja da América Latina e países emergentes da Ásia também têm sido criticados”.

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