No próximo dia 15 o vazio sanitário da soja em Mato Grosso.
Vazio sanitário da soja termina dia 15 em MT
Após três meses de proibição do plantio, termina no próximo dia 15 o vazio sanitário da soja em Mato Grosso. No Estado, os produtores começam a semear a oleaginosa mais ao final deste mês, garantindo assim melhores condições de clima, que começa a mudar neste início de setembro com as primeiras chuvas. Para a safra 2013/2014 a previsão é que a área plantada aumente 4,90% e a produção 7,16% sobre o último ciclo produtivo, chegando a 25,278 milhões de toneladas obtidas com o cultivo de 8,277 milhões de hectares.
Na safra 2012/2013 foram plantados 7,890 milhões de hectares e colhidas 23,588 milhões de toneladas, segundo o Instituto Mato Grosso de Economia Agropecuária (Imea). Para este ciclo produtivo, o custo total da produção está 26,58% maior e chega a R$ 2,415 mil por hectare, contra R$ 1,908 mil por hectare na safra 2012/2013. Maiores variações são atribuídas ao custo dos herbicidas (72,88%), sementes (38,75%) e mão-de- obra (45%), conforme registro do Imea. Como observou o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Laércio Pedro Lenz, a maioria dos produtores adquiriu os insumos no primeiro semestre deste ano, visando reduzir o custo de produção. “Agora, com a alta do dólar, quem não comprou obviamente vai pagar mais caro”. Lenz acrescenta que na região os produtores costumam iniciar o plantio da soja por volta do dia 25 de setembro. “Quem planta antes é quem tem siste- ma de irrigação ou planta algodão”.
Quanto à comercialização antecipada, chegou a 31,2% ao final de agosto no Estado, sendo 27,4 pontos per- centuais abaixo do índice registrado no mesmo período do ano passado, de 58,6%. Quanto aos preços, no fechamento de agosto a saca chegou a valer R$ 65,25 em Rondonópolis, alta de 19,36% em relação ao mês anterior. Em Sorriso, a cotação registrada pelo Imea foi de R$ 59,63, alta mensal de 21,07%. Em Diamantino, o índice de comercialização está um pouco mais alto, avalia o produtor e ex-presidente do Sindicato Ru- ral, Milton Criveletto.
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Ferrugem asiática- Incidência da doença, monitorada pelo Consórcio Anti- ferrugem, em Mato Grosso foi confirmada com 112 ocorrências neste ano, sendo a mais alta do país. Em todo o Brasil foram confirmadas 490 registros.





















