Diretor da FAO, José Graziano, afirma que a ONU ainda deve estudar a situação dos países interessados em produzir biocombustíveis.
Biocombustíveis não podem prejudicar produção alimentar
O diretor da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva afirmou que a ONU ainda deve estudar a situação dos países interessados em produzir biocombustíveis. Segundo ele, a produção não pode afetar a segurança alimentar das nações.
O cultivo de biocombustíveis é um tema polêmico, pois a sua produção pode causar a perda de terras cultiváveis e diminuir a produção de alimentos.
Graziano citou, em entrevista à Rádio ONU, um estudo realizado pela Comissão Econômica para a região, Cepal, feito na América Latina, sobre o impacto da produção do etanol.
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“Nós precisamos, caso a caso, ver que países podem ou não produzir biocombustível sem que isso afete a segurança alimentar, porque a segurança alimentar deve ter sempre prioridade. No caso da América Latina, nós fizemos um estudo detalhado e chegamos à conclusão que somente quatro países da região podem expandir a produção de biocombustível sem colocar em risco a segurança alimentar. São eles: a Argentina, o Brasil, a Colômbia e o Paraguai, que também é um grande produtor de grãos.”
José Graziano explicou que nem todo biocombustível é prejudicial. O produzido pela cana-de-açucar, feito no Brasil, é sustentável. No entanto, o biocombustível baseado no milho, e produzido largamente nos EUA, é o que mais preocupa a FAO.
“Tem biocombustível que impacta na segurança alimentar e tem biocombustível, que além de não impactar na segurança alimentar, permite gerar novas fontes de renda para os agricultores nos países em desenvolvimento.”
Com o fim do subsídio para os produtores nos EUA, o diretor espera que a produção de biocombustíveis prejudiciais ao meio-ambiente, diminuam nos próximos anos.





















