Toneladas de agrotóxico tiveram a venda proibida há anos. Produtos permanecem estocados nas propriedades rurais.
Governo faz campanha para recolher agrotóxicos obsoletos
Toneladas de agrotóxico que tiveram a venda proibida há anos permanecem estocadas nas propriedades rurais. Em São Paulo, uma campanha quer recolher todo esse produto.
Na propriedade em Salto de Pirapora, o agricultor Carlos Medeiros tem 180 quilos de Audrim, o agrotóxico banido na década de 80. O produto está no galpão do sítio. Quando soube que o governo irá fazer o recolhimento, ele fez um cadastro e agora espera o próximo passo. “Quanto antes o governo conseguir recolher e dar a destinação adequada, será um alívio”, diz.
Há 27 anos, o governo brasileiro proibiu a fabricação, o comércio e o uso de uma série de agrotóxicos. O problema é que muitos produtores rurais guardaram o veneno por não saber o que fazer com o produto.
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“Quando esses produtos foram proibidos no Brasil, na década de 80, não houve nenhuma medida e nenhum procedimento legal para recolher esses produtos no campo. E esses produtos ficaram guardados por décadas. Então, só agora teve-se a iniciativa de recolher esse produto no campo”, explica Denise Machado, agrônoma do Escritório de Defesa Agropecuária.
A campanha no estado de São Paulo começou em setembro. Os técnicos conversaram com agricultores, entregaram folhetos com informações e agora estão levantando os dados sobre a quantidade de produtos obsoletos que deverão ser retirados das propriedades.
“Terminando o período de campanha, as pessoas que não declararem que possuem esses produtos e forem pegas em uma fiscalização poderão ser penalizadas”, alerta Denise.
O prazo para o agricultor fazer o cadastro termina na segunda-feira (26).
Atualizando dados.
















