Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
Destaque Todas Páginas
Comércio Internacional

Para Cingapura, Brasil deixou de ser região exótica

A corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 3,6 bilhões no ano passado. Carnes são destaque.

Compartilhar essa notícia

A corrente de comércio entre Brasil e Cingapura atingiu US$ 3,6 bilhões no ano passado, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Além de projetar aumento nessa relação comercial para os próximos anos, o governo cingapuriano projeta incrementar os seus investimentos no Brasil. A intenção é aprofundar a presença em negócios com a Petrobras e ingressar no setor de infraestrutura.

Atualmente, existe capital de Cingapura na construção de dois estaleiros, em negócio avaliado em “cerca de US$ 1 bilhão” por Anchit Sood, diretor do Centro de Comércio Exterior de Cingapura para a América do Sul. “Há dois anos, nenhuma empresa havia procurado o centro para pedir informações sobre o Brasil. Esse é um movimento recente. Nós deixamos de ver o país como um lugar longe e exótico”, afirmou.

As empresas de Cingapura estão de olho nas construções ligadas à camada pré-sal do petróleo. “Essa é a primeira fase. A segunda é diversificar os investimentos”, diz o executivo.

Com o quinto maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do mundo, a cidade-Estado procurou diversificar os investimentos nos últimos anos e vê no Brasil “a porta de entrada para a América Latina”, segundo explicou Sood. O know-how em planejamento urbano, gestão de resíduos e tratamento de água são as apostas das empresas cingapurianas. Além disso, existe interesse nas áreas de agronegócios e tecnologia da informação.

Atualmente, há conversas com o governo brasileiro para a aplicação de um projeto de otimização na cabotagem (navegação na costa). Um sistema digital na carga e descarga de produtos já foi implantado no Espírito Santo. “Estamos em negociação com a Secretaria Nacional de Portos para colocar isso no país inteiro”, afirma Sood.

Do outro lado do balcão, o Brasil também aumentou a presença em Cingapura. Pela localização estratégica e por causa das taxas baixas cobradas nas transações financeiras, grupos que desejam fazer negócios no continente usam Cingapura como entreposto. O Banco do Brasil, por exemplo, inaugurou seu primeiro escritório no país no fim do ano passado, assim como a Embraer. Também em 2011, a Singapore Airlines inaugurou voo Cingapura-São Paulo, com escala em Barcelona.

A nova linha aérea reflete uma demanda crescente, de acordo com a gerente de turismo de Cingapura para os Estados Unidos e América Latina Kristi Shalla. No ano passado, 15 mil brasileiros voaram para o país asiático, o que representou aumento de 45% em relação ao ano anterior. “A maioria viaja a negócios. O país é um ‘hub’ para a Ásia, um ponto em que se acessa China, Índia e todo o Sudeste Asiático”, diz.

Mesmo com o aumento de interesse verificado em Cingapura como ponte para investimentos do capital brasileiro, os números mais expressivos estão nas exportações. No ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior registrou US$ 2,8 bilhões em vendas, puxadas pelo petróleo, biocombustível e seus derivados, vindo em seguida a carne, o ferro e o aço. O montante representa um aumento de 112% em relação a 2010.

Assuntos Relacionados
Brasilcarnes
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329